Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Brincadeira infeliz

Justiça condena monitor por brincar de derreter velas em crianças

Uma absurda "brincadeira" feita por monitor de uma colônia de férias em Belo Horizonte, Minas Gerais, fez com que o juiz da 7ª Vara Cível da Capital, Maurício Pinto Ferreira, condenasse o clube responsável e o autor da peripécia ao pagamento de R$ 6 mil de indenização por danos morais a um menor.

Segundo o processo, o joguinho capitaneado pelo monitor consistia em despejar vela quente e derretida na barriga, nas costas e no rosto das crianças para ver quem agüentava mais a dor. A brincadeira se chamava "no limite".

Logo na primeira criança, o resultado foi desastroso: queimaduras e lesões de natureza leve em sua pele, com a formação de duas bolhas próximas ao umbigo. O menino entrou em pânico, chorando e gritando muito.

O pai, que havia contratado a colônia de férias do clube para que seu filho se divertisse, e não para que fosse queimado, entrou com a ação na Justiça.

Em sua defesa, o clube alegou que a criança participou livremente da atividade assumindo total risco por isso. Em seguida, alegou que o monitor não agiu com intenção de machucar a criança e que o clube tentou por várias vezes entrar em contato com a família para pagar as despesas médicas.

O juiz julgou o pedido de indenização do pai da criança procedente. Na sentença, o magistrado entendeu que o clube, ao direcionar sua prestação de serviços a consumidores incapazes de discernir o certo do errado, deveria ter mais cautela ao elaborar sua programação de lazer.

E que é justamente para evitar algum acidente que existem os monitores e não o contrário. O juiz condenou ainda o clube a pagar as custas processuais e os honorários advocatícios. Ainda cabe recurso. (TJ-MG)

Revista Consultor Jurídico, 26 de março de 2004, 11h46

Comentários de leitores

5 comentários

Aonde vamos parar???? Sem comentários, a não...

Carlos Souza Vituriano ()

Aonde vamos parar???? Sem comentários, a não ser é claro, a leve pena para o caso.

Clarissa Reis - estudante universitária - Jor...

Clarissa Reis ()

Clarissa Reis - estudante universitária - Jornalismo - Curitiba - Pr Como diz a matéria, " Brincadeira Infeliz " - esse recreador não deveria nem estar cuidando de crianças, onde já se viu submeter crianças a esse tipo de coisa perigosa? Estou chocada com o teor de brincadeira proposta por esse recreador! Porque ele não testou nele esse tipo de " brincadeira " estúpida? E que finalidade tinha essa brincadeira? Não entendo como que uma colônia de férias não supervisiona quais as brincadeiras que vão entreter as crianças.

Clube?! Isto é um Parque dos Horrores! E creio ...

Vinicius Miguel (Advogado Autônomo)

Clube?! Isto é um Parque dos Horrores! E creio eu, que o correto crime seria de Tortura... Submeter alguém que esteja sob seus cuidados à intenso sofrimento, físico, psicológico ou moral...

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 03/04/2004.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.