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Missão impossível

Proposta quer acabar com tráfego de motocicletas entre os carros

O deputado Marcelo Guimarães Filho (PFL-BA), quer acabar com o hábito dos motociclistas de trafegar entre os carros e de "costurar" o trânsito. É o que estabelece o projeto de lei 2.650/03, de sua autoria, que está sob a análise da Comissão de Viação e Transportes.

Segundo a proposta, o condutor deverá guardar a distância lateral de 1,5 metro dos carros em circulação. O projeto proíbe, ainda, sua circulação nas vias de trânsito rápido.

O Código de Trânsito Brasileiro já prevê que os ciclomotores devem ser conduzidos pela direita da pista, preferencialmente no centro da faixa mais à direita ou na borda direita da pista.

Excesso de acidentes

Marcelo Guimarães afirma que só na cidade de São Paulo, em apenas um ano, 363 motociclistas morreram em acidentes, o que representa "a queda de um Jumbo com jovens entre 18 a 30 anos a cada 12 meses".

Com o projeto, o deputado acredita ser possível reduzir a quantidade de acidentes envolvendo motocicletas, preservando, assim, a vida dos condutores, já que manobras como as realizadas atualmente no trânsito passarão a ser infrações sujeitas a multas.

O projeto aguarda designação de relator na Comissão de Viação e Transportes. Sujeito a tramitação conclusiva, também será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Redação. (Agência Câmara)

PL 2.650/03

Revista Consultor Jurídico, 14 de março de 2004, 11h39

Comentários de leitores

10 comentários

Há uma ENORME diferença entre MOTOCICLISTA e MO...

Regis Arima Junior ()

Há uma ENORME diferença entre MOTOCICLISTA e MOTOQUEIRO. E na grande maioria, os acidentes causados envolvendo ciclomotores são de autoria dos motoqueiros. Esses que não estão psicologicamente preparados para assumir a responsabilidade de conduzir e guiar uma motocicleta, abusando das leis da física (dos corpos, da gravidade, etc.), das leis de trânsito, e colocando-se em postura de "donos" da razão(!) e dos corredores das vias. Proibir simplesmente, não resolve. Há de se pensar em tornar praticável o convívio entre motoristas e motoqueiros, criando meios e condições, pois entre motoristas e motociclistas há respeito, e isso já é mostra de que existe saída.

na minha humilde concepçao, sou de pleno acord...

Evilazio de Sousa Vieira ()

na minha humilde concepçao, sou de pleno acordo, que as motocicletas deveria ter uma pista especial só pra elas, de preferência bem longe dos carros, sem cobrança de pedagio, pista bem iluminada e com toda a infra-estrutura, mas conforme a proposta de simplesmente proibir sua circulaçao, é realmente um absurdo---sugiro ao senhor politico que construa duas faixas de pista uma para motocicleta e outra para bicicletas, um abraço a todos

Quando é que estes políticos demagogos vão apre...

Contra A Ditadura do Judiciário e Executivo ()

Quando é que estes políticos demagogos vão aprender que em primeiro lugar vem a educação e a cultura ? Fazer lei proibindo motociclista de circular entre os carros é tirar o emprego de centenas de moto-boys, que como quaisquer desempregados, poderão engrossar as estatísticas de assaltos e violência. Se o "morto-boy" quer arriscar a sua vida e andar lado-a-lado com uma Scania, o problema é cultural e educacional, não legal, mas também não se pode esquecer do lado econômico, onde o dinheiro pesa mais que a própria vida para quem quer trabalhar dignamente em um País de indignos. Será mesmo que nenhum moto-boy sabe o perigo que está correndo ao pilotar entre corredor de automóveis ? Lógico que sabem e também sabem quanto precisam trabalhar durante o dia e a noite para levar pão honesto para seus lares, coisa que muitos políticos não sabem fazer... Este político daqui a pouco vai fazer Lei para padronizar pimenta em comida Bahiana, sal grosso em churrasco... Não quero defender os moto-boys, já tive retrovisores arrancados nas Marginais em São Paulo (Tietê e Pinheiros) e não vou dizer que isso me agradou, mas a proposta de Lei é ridícula, inclusive com reflexo na venda destes veículos, diminuição de produção, dispensa de empregados por parte dos fabricantes, revendedores, arrecadação fiscal e por ai se vai. Sem querer ofender, mas depois acham ruim da consagrada expressão popular, "coisa de Bahiano"; meu funcionário, coisa que você realmente é, vá trabalhar sério e deixe de demagogia, este País precisa de seriedade, não de atividades como a sua.

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