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Primeira Leitura

Espetáculo da vida privada marca horário eleitoral em SP

Juros mantidos

O Copom manteve a taxa de juros em 16% ao ano, pelo quinto mês consecutivo. Embora vários indicadores do mercado financeiro tenham melhorado nos últimos 30 dias, assim como o desempenho da balança comercial e a conseqüente capacidade do Brasil de fazer frente a seus compromissos, o cumprimento da meta de inflação do ano que vem, de apenas 4,5%, já está ameaçado, uma vez que a memória inflacionária deste ano contaminará tarifas de serviços públicos em 2005.

Desculpa de ocasião

Não haverá, desta vez, um debate sobre o erro na definição da meta do ano que vem, um ponto percentual menor do que a deste ano. É que o Banco Central tem à sua disposição uma boa desculpa para o conservadorismo na política monetária: a assustadora escalada do preço do petróleo, que também tem potencial de contaminar a inflação no país.

Qual é o limite?

Os preços do petróleo no mercado futuro estabeleceram mais um recorde ontem, superando pela primeira vez o patamar de US$ 47: em Nova York, o barril foi cotado a US$ 47,27. A avaliação dos analistas do setor é que o movimento especulativo levará os preços nas próximas semanas a US$ 50, dado o tênue equilíbrio entre demanda e oferta. Uma forte queda no nível dos estoques norte-americanos, decorrente da interrupção da produção no golfo do México na semana passada, e as incertezas políticas no Iraque foram os argumentos usados pelos operadores para justificarem a escalada nas cotações.

Enquanto isso...

Na política, a blindagem que o presidente Lula providenciou para o presidente do BC, Henrique Meirelles, continuou rendendo. Por meio de Medida Provisória, Lula deu a ele foro especial -- só pode ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal -- em meio a muitas denúncias. O PFL e o PSDB apresentaram no Supremo Tribunal Federal (STF) duas ações diretas de inconstitucionalidade (Adins) contra a MP que confere status de ministro de Estado a Meirelles.

Os argumentos: anomalia funcional -- ele será ministro subordinado a outro ministro, o da Fazenda, e continuará sabatinado pelo Senado; e desrespeito à Constituição, já que o uso de medidas provisórias deve ser restrito a situações de “relevância e urgência”.

Colonialista amador

Em discurso para militares brasileiros que participam da Força de Paz no Haiti, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Porto Príncipe, que “não há maior terror do que a exclusão social e a perda de perspectivas de um futuro melhor”. Lula, que chegou à capital haitiana para assistir ao jogo da seleção brasileira, falava sobre as motivações brasileiras para enviar 1,2 mil soldados ao país, que vive uma crise política, sob mandato da Organização das Nações Unidas.

Festa nas ruas

O itinerário entre o aeroporto e o estádio, em Porto Príncipe, no Haiti, foi tomado pela população da cidade e ainda por policiais haitianos e por soldados da força de paz brasileira, para garantir a segurança. Milhares de pessoas foram às ruas para acompanhar a chegada da seleção brasileira, que mais tarde venceu o Haiti por 6 a 0.

Para transportar os jogadores até o estádio, o governo do país reservou sete veículos blindados, os chamados Urutus, com o emblema da ONU. Mas os jogadores preferiram se expor no trajeto -- alguns, como Ronaldo, chegaram a distribuir autógrafos aos que furaram o bloqueio de segurança.

Assim falou... Supla

“Ela sempre me apoiou. Até quando pintei o cabelo”

Do cantor de rock e filho da prefeita Marta Suplicy no programa eleitoral do PT, em relevante contribuição para o debate político nacional.

Espetáculo da vida privada

A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), candidata à reeleição, dedicou boa parte de seu primeiro programa no horário eleitoral gratuito -- às 13h, horário em que a audiência feminina é maior -- para justificar sua separação do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), com quem casou em 1964. “Nós poderíamos deixar de ser marido e mulher, mas continuaríamos amigos. E foi isso que aconteceu. Eu refiz minha vida, ele refez a dele”, afirmou Marta.

Foram mostrados depoimentos dos três filhos da prefeita e de Suplicy e uma foto em que Marta aparece com o atual marido, Luis Favre. Outro que falou de sua vida pessoal foi Paulo Maluf, candidato pelo PP. Um locutor informou que o ex-prefeito nasceu “numa família de posses” e que “US$ 25 milhões entram no Brasil por ano” por causa de negócios da empresa Eucatex, da família Maluf.

A espetacularização da vida privada dos candidatos dá conta da ausência de marcos republicanos nas campanhas de grandes estrelas políticas.

*A coluna é produzida pelo site Primeira Leitura – www.primeiraleitura.com.br

Revista Consultor Jurídico, 19 de agosto de 2004, 11h47

Comentários de leitores

1 comentário

Sim, o primeiro dia de propaganda eleitoral par...

André Pessoa ()

Sim, o primeiro dia de propaganda eleitoral para prefeito em São Paulo teve o "espetáculo da vida privada", com todas as conseqüências anti-republicanas conhecidas. No entanto, é necessário frisar que este "espetáculo" ocorreu nas campanhas de todos os candidatos mais importantes, sem exceção. É curioso que a revista do PSDB tenha "esquecido" de citar exatamente o programa do vice-líder das pesquisas, o sr. José Serra. Aliás, curioso não. Perfeitamente compreensível.

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