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Suspeita de desvios

PF investiga crimes eleitorais na campanha de Haddad à Prefeitura de SP

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quinta-feira (1/6), nove mandados de busca e apreensão para apurar crimes eleitorais e lavagem de dinheiro na campanha de 2012 de Fernando Haddad (PT) para a prefeitura da cidade de São Paulo, da qual ele saiu vencedor. As ordens foram expedidas pela 1ª Zona Eleitoral de São Paulo.

De acordo com delatores, campanha de Haddad recebeu recursos ilícitos da UTC
Rovena Rosa/ Agência Brasil

A investigação, segundo a PF, é um desdobramento da operação “lava jato”, e teve início em novembro de 2015 com a decisão do Supremo Tribunal Federal de desmembrar a colaboração premiada de executivos da empreiteira UTC. O dono da empresa, Ricardo Pessoa, disse que pagou contas da campanha de Haddad com recursos desviados da Petrobras.

“O inquérito apura o pagamento, pela empreiteira, de dívidas de uma das chapas da campanha de 2012 à prefeitura municipal de São Paulo, referentes a serviços gráficos no valor de R$ 2,6 milhões. A gráfica pertencia a familiares de um ex-deputado estadual”, diz nota da PF, referindo-se a ex-parlamentar Francisco Carlos de Souza.

De acordo com a investigação, “a dívida teria sido paga por meio de um doleiro, em transferências bancárias e dinheiro vivo, para empresas”, com base em depoimento de três delatores da “lava jato”.

“Uma empresa mencionada na delação aparece como fornecedora de serviços, com valores informados de R$ 354.450,00. Somente consta na prestação de contas ao TSE [Tribunal Superior Eleitoral] outra prestação de serviços gráficos de R$ 252.900,00, valores bem inferiores à soma de R$ 2.600.000,00, que teria sido paga pela empreiteira UTC a gráficas”, alega a PF na nota.

Voz da defesa
À época da delação de Pessoa, Fernando Haddad e o PT negaram as acusações, conforme aponta o jornal Folha de S.Paulo. Segundo o partido, "todas as operações financeiras do PT foram realizadas estritamente dentro dos parâmetros legais e posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral".

Além disso, Haddad afirmou que a única despesa relacionada à gráfica de Francisco Carlos de Souza teve o valor de R$ 354 mil e foi paga ainda durante as eleições. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 1 de junho de 2017, 12h55

Comentários de leitores

1 comentário

Investiguem todos !

Barros, advogado (Advogado Assalariado - Civil)

Que todos sejam investigados e não só Haddad.
O Serra, dizem que recebeu dinheiro (milhões) via "cx dois" no exterior e não é investigado.
Onde está tal quantia?
Um ex tesoureiro de campanha política do Serra repatriou MILHÕES DE REAIS, e a mídia não cobra investigação.
O MPF em São Paulo esquece de investigar o PSBD ao colocar os documentos na "caixa errada" e pronto!
Os tucanos de São Paulo tem imunidade?

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