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Delação da JBS

Para defesa de Michel Temer denúncia da PGR por corrupção é "fantasiosa"

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Diante da falta de elementos para incriminar o presidente Michel Temer, a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República recorreu a hipóteses, suposições e exercícios ficcionais, deixando de lado provas concretas que, na verdade, inexistem. É o que diz o advogado do presidente Michel Temer, Antônio Cláudio Mariz. Ele entregou a defesa do presidente à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados nesta quarta-fera (5/7).

Protocolado no dia seguinte à abertura do prazo de dez sessões para apresentação da defesa, o documento tem mais de 100 páginas e discorre, entre outras coisas, sobre a ilegalidade da gravação escondida feita por Joesley Batista, dono da JBS, que teve acordo de delação premiada homologado pelo Supremo Tribunal Federal.  

O esforço da PGR em envolver Temer no recebimento de R$ 500 mil pelo ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, denunciado no mesmo inquérito que o presidente, será em vão, garante Mariz. Segundo ele, a denúncia não resiste a uma análise imparcial, fática e jurídica, que, “com certeza, será efetuada pela Câmara”.

Relacionar o encontro de Temer com Joesley a posterior entrega da mala com o valor “nada mais é que pura ilação”, diz a defesa.

A gravação deveria ser considerada prova nula, pois é “clandestina” e contamina todos outros elementos probatórios, de acordo com a Teoria dos Frutos da Árvores Envenenada, ressalta o advogado.

Mesmo se fosse considerada lícita, o conteúdo do diálogo não traz nenhum “indício sério, robusto que, independente de criações mentais e interpretações ficcionais, possam comprometer o Presidente da República e ligá-lo à alguma prática delitiva”.

Mariz também classifica como torpe e infame o tratamento “de parte de uma imprensa irresponsável e leviana, que abraçou cegamente uma fantasiosa acusação”.

A denúncia não se sustentará, "desmoronando ao primeiro sopro, como se um castelo de cartas fosse", conclui o advogado.

O deputado Sergio Sveiter (PMDB-RJ) foi escolhido relator da denúncia. O relatório dele será votado na CCJ e, depois, no Plenário da Casa. A denúncia precisa do voto favorável de dois terços da Câmara para ser aceita.   

Clique aqui para ler a defesa

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 5 de julho de 2017, 19h08

Comentários de leitores

5 comentários

Tudo fantasioso.

Bellbird (Funcionário público)

Em breve a defesa do Temer vai alegar que o dinheiro encontrado na mala era daquele jogo chamado Banco imobiliário.

Delator emprega 200.000 e Temer não gera renda, só despesa..

Mig77 (Publicitário)

Bandidos ou não, não é difícil perceber qual dos dois serve mais ao Brasil.Golpista parece que não serve a este país e o empresário, se pagar o que pediu emprestado, está perdoado e prestou relevantes serviços ao Brasil.Conta simples que dispensa teorias, textos, leis e procedimentos jurídicos complicados.Temer não fez nada em sua vida pública como inúmeros outros.É só mais um político de série, e execrável.O Brasil não conheceu até hoje um presidente digno, capaz de mudar este país.Votar nulo nas próximas eleições é dever cívico dos que querem um Brasil melhor.Reforma política não haverá, pois depende dos políticos.Somente o voto nulo muda este país.A economia já provou que não será mais ou menos afetada por isso.
14 milhões de desempregados que provavelmente votaram, atestam isso !!!

OAB federal

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

A OAB não embarcou nessa tese furada da defesa. Não existe melhor prova do que o roteiro dos fatos ocorridos, sem nenhuma contradita pelo acusado, que agora, além de notório golpista, também é notório chefão e assim entrará para a história, com seu podre partido e podres aliados e apoiadores; verdadeira quadrilha insaciável por recursos ilícitos, agindo à margem da lei sem nenhum escrúpulo.

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