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Economia com segurança

Colocar trabalhador em risco é enriquecimento ilícito e gera indenização

Transferir o risco de uma atividade de trabalho para o funcionário resulta em enriquecimento ilícito da empresa, já que ela buscou economizar com segurança. Com esse entendimento, o juiz Marco Antônio Silveira, da Vara do Trabalho de Janaúba (MG), condenou um banco a indenizar um bancário que transportava em seu carro particular grandes quantias de dinheiro entre agências. O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região aumentou a indenização de R$ 20 mil para R$ 40 mil.  

No caso, um bancário transportava em seu veículo particular, pelo menos uma vez por mês, valores que variavam entre R$ 20 mil e R$ 50 mil das agências bancárias de Janaúba e Jaíba, destinadas ao Posto de Atendimento de Verdelândia (MG).

Para o juiz, essa prática resultava em enriquecimento ilícito do banco, que transferia ao empregado o risco de seu negócio ao deixar de contratar empresa especializada ou corpo de vigilantes próprios, na forma legalmente prevista. Na visão do magistrado, o bancário deve ser indenizado, não em razão do risco potencial, mas em razão do princípio da alteridade, segundo o qual os riscos do empreendimento devem ser suportados pelo empregador.

Concluindo que o banco transferiu o risco e custo do negócio para o empregado, e atento à teoria do dano punitivo como parâmetro para fixação da indenização dos danos, o juiz condenou o banco a indenizar o bancário. Essa condenação, segundo esclareceu, visa compensar a angústia a que o empregado foi submetido por transportar quantias consideráveis de dinheiro, sem nem sequer receber qualquer valor pela utilização de veículo próprio em benefício da empregadora. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-3. 

Processo 0000139-63.2015.5.03.0083 ED

Revista Consultor Jurídico, 24 de janeiro de 2017, 7h07

Comentários de leitores

2 comentários

Celeridade Processual

E.Rui Franco (Consultor)

Alguns Juízes de primeira instância poderiam ser mais céleres, assim os custos poderiam ser menores, para as Empresas e para o povo.
Reclamar de outras decisões, não resolvem, principalmente se esse juiz for um Empresário ou Foi e faliu.

Quem produz riqueza é o setor privado

Slate (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Esse pessoal da Justiça do Trabalho tinha que tocar uma empresa pra ver o que é a realidade.
Nossas leis trabalhistas não condizem com a realidade econômica de nosso país e a Justiça do Trabalho ainda estende demais seu alcance.
Esse é um dos motivos do custo Brasil ser tão alto e a cada dia mais empresas fecham.
Estamos perdendo até para o Paraguai!!!

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