Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Estarrecimento e indignação

OAB-RJ critica aumento da violência no estado e morte de policiais

A seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil criticou os atos de violência que têm se repetido constantemente no estado se solidarizou com as famílias dos policiais mortos. "A crescente escalada de violência que assola o Estado, atingindo indiscriminadamente o cidadão fluminense, nos desperta não só pesar, mas estarrecimento e indignação", disse a entidade em nota.

Em 2017, 97 policiais foram mortos e outros 305 foram feridos.
Reprodução

O texto foi divulgado depois que quatro policiais foram assassinados nas últimas 24 horas. Dos mortos, três são da Polícia Militar e um da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). O agente da Core foi morto em confronto com traficantes na comunidade do Jacarezinho, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Segundo o jornal O Dia, Um dos PMs, uma cabo, morreu durante tentativa de assalto na Avenida Martin Luther King Jr, esquina da Avenida Brasil. Outro policial da corporação, um soldado, foi assassinado enquanto fazia patrulhamento na Avenida 24 de Maio, no Méier.

Ainda de acordo com a publicação, o terceiro PM foi morto pelo cunhado, que é guarda municipal do RJ. Dados do governo estadual mostram que, em 2017, 97 policiais foram mortos e outros 305 foram feridos.

"Os números são de uma realidade de guerra que, infelizmente, contabiliza milhares de vítimas por ano no Rio, tornando rotineiro o que deveria causar assombro. Faz-se necessário quebrar a letargia. Cobrar das autoridades soluções mais eficazes, debater os aspectos da segurança e, principalmente, ouvir os agentes policiais, os mais próximos desta realidade", complementa a nota da OAB-RJ.

Leia a nota:

Pacto pela vida

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado do Rio de Janeiro (OAB/RJ), lamenta profundamente as recentes perdas de agentes da Polícia – quatro (três PMs e um da Core) em somente 24 horas - e se solidariza com as famílias neste momento de dor.

A crescente escalada de violência que assola o Estado, atingindo indiscriminadamente o cidadão fluminense, nos desperta não só pesar, mas estarrecimento e indignação.

Apenas em 2017, foram mortos 97 policiais. Outros 305 foram feridos. Os números são de uma realidade de guerra que, infelizmente, contabiliza milhares de vítimas por ano no Rio, tornando rotineiro o que deveria causar assombro. Faz-se necessário quebrar a letargia. Cobrar das autoridades soluções mais eficazes, debater os aspectos da segurança e, principalmente, ouvir os agentes policiais, os mais próximos desta realidade. Na semana passada, a OAB/RJ reforçou sua colaboração ao apoiar a criação da Associação Mãe de Polícia (Amapol), formada por mães que perderam filhos policiais para a violência.

O próximo passo é a realização de um grande ato, com presença do presidente do Conselho Federal da OAB, Claudio Lamachia, e aberto a toda sociedade civil, para avançar na busca por soluções para esse terrível cenário. É hora de uma firme resposta social. Dar um basta à situação e forjar um pacto em respeito à vida."
Felipe Santa Cruz, presidente da OAB/RJ

Revista Consultor Jurídico, 13 de agosto de 2017, 15h22

Comentários de leitores

4 comentários

Recomendações de vídeos

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Youtube

"Espírito Santo o começo da nova ordem mundial"

"Bomba! O ensino no Brasil é uma fábrica de deficientes mentais"

A polêmica pena de morte

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Conforme alguns registros históricos, D.Pedro II aboliu a pena de morte no Brasil após a execução de um condenado e posterior verificação de que ocorreu um erro judiciário. Nos dias atuais, os delinquentes matam por motivo fútil e em série. O cidadão desarmado por lei não pode defender a si e aos seus. Entre a possibilidade de executar um inocente e as sucessivas condenações de um reincidente, há espaço para repensar a pena de morte. Com certeza, não trará de volta a vítima e, também, com certeza, o delinquente não fará mais vítimas.

Pacto pela vida?

Ribas do Rio Pardo (Delegado de Polícia Estadual)

pacto pela vida? Ótimo. Primeiro diferenciar as penas para quem porta arma de guerra; segundo quem for faccionado só recebera qualquer beneficio que o leve a liberdade após cumprir 4/5 da pena; terceiro, o faccionado terá os direitos vigiados, e a ele não será dado o direito de contato pessoal, apenas via parlatório; quarto obrigação de indenizar a vitima como forma de alcançar a liberdade, quinto direito a visita do advogado quando houver assunto a ser tratado; sexto agentes do Estado que forem surpreendidos em atos de corrupção ao lado de faccionados, ou praticando crimes, como milicia, tráfico de drogas ou associação ou qualquer forma de colaboração a este; extermínio, corrupção terão a pena dobrada e também só poderão progredir apenas depois de cumprir 4/5 da pena. Já se investiu 700 milhões em ações sociais no Alemão sem resultado, Leonel Brizola proibiu a polícia de subir o morro e criou o CEU e deu nisso que está aí.

Ver todos comentáriosComentar