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Consulta à classe

Delegados federais preparam eleição informal para sugerir diretor da PF

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) começou a organizar uma lista tríplice com possíveis nomes para ocupar o cargo de diretor-geral da corporação. O processo teve início na última sexta-feira (13/5) e deve anunciar os mais votados ainda neste mês, com a entrega dos nomes ao presidente interino Michel Temer (PMDB) e ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

A iniciativa é informal, pois hoje a decisão é de escolha do ministro da Justiça, e faz parte de uma cobrança da categoria por maior autonomia da instituição, espelhando-se no modelo do Ministério Público. Moraes não deu sinal de que tem planos para mudar o comando: já declarou à imprensa que manterá o atual diretor-geral, Leandro Daiello.

Para se candidatar, o delegado federal deve ocupar a última classe da carreira e estar em atividade. A ADPF planeja que todos passem por sabatinas e debates entre a categoria.

A proposta é que o novo diretor-geral ocupe o cargo por no máximo três anos, com a possibilidade de apenas uma recondução. A associação afirma que esse modelo afasta o risco destituição do cargo a qualquer tempo e fortalece a instituição contra interferências políticas.

Delegados também procuram ampliar a autonomia com a aprovação da PEC 412/2009, em andamento na Câmara dos Deputados. Com o mandato do diretor-geral de três anos, a indicação dos nomes com a lista tríplice e a aprovação da PEC 412/2009, nós teremos a condição de ter uma Polícia Federal cada vez mais republicana, forte, que não protege nem persegue e que atua de forma isenta e imparcial”, afirma o presidente da ADPF, Carlos Eduardo Miguel Sobral.

Revista Consultor Jurídico, 14 de maio de 2016, 16h18

Comentários de leitores

7 comentários

Esbulho

ssppidder (Escrivão)

Delegados querem ser donos da PF. Agentes, escrivães e papiloscopistas têm denunciado ostensivamente sofrerem assédio moral por pleitearem modernização da PF e fim dos privilégios de gestão do órgão apenas por uma categoria de mesmo nível escolar. Lembrar que os delegados representam menos de 10% da categoria policial federal. Mas dominam todos os cargos, tendo exclusividade no cado de Diretor Geral. Com a lei que criou a reserva de mercado no cargo de DG, tratamento de "excelência" para delegado, e outras benesses de cunho puramente corporativo, Dilma "matou" a instituição. Hoje 90% do efetivo está desmotivado, com salários extremamente precarizados em comparação com as demais carreiras de Estado e sem perspectivas. Os inquéritos ineficientes continuam com mais de 90% sendo arquivados sem solução dos crimes. Querem investigar, acusar e julgar. É o pleito da PEC 412, um rebatizo da famigerada PEC 37. A investigação policial não precisa de intermediários papeleiros. Daielo ou o próximo plantonista provavelmente só olhará para o corporativismo. A sociedade que lhes paga? Ah, isso não vem ao caso...

Mandato a termo certo

Grecmann (Professor)

Nem tanto ao céu, nem tanto à terra.

O mandato a termo certo para o Diretor Geral da PF permite espanar as poeiras das suspeitas quando as trocas de direção são seguidamente ligeiras ou, então, quando nunca ocorrem.

Quando há regra, não há suspeita.

Opinião.

Caio César S. R. Patriota (Advogado Autônomo - Tributária)

Cumpra-se. Ok?

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