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Cirurgia malsucedida

Veterinário vai indenizar dona de cadela que morreu e foi jogada em aterro

Um veterinário de Pouso Alegre (MG) terá de pagar R$ 8 mil a uma cliente, por danos morais, por tê-la impedido de ver o corpo de seu animal de estimação, morto em uma cirurgia. A decisão é da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Conforme os autos, a cadela de oito anos, da raça sheepdog, foi submetida a uma cirurgia e morreu em julho de 2011. Além de não permitir que a dona visse o animal porque a cirurgia ainda não havia sido paga, o veterinário determinou o descarte do corpo em um aterro sanitário.

De acordo como processo, a mulher levou a cadela à clínica porque o bicho apresentava um corrimento escuro. O veterinário diagnosticou uma infecção no útero e submeteu o animal a uma cirurgia, sem averiguar se realmente era o caso de tal procedimento.

A dona foi informada de que se tratava de cirurgia simples, mas não foi alertada sobre o risco de morte. Ainda segundo a mulher, a cachorra permaneceu na clínica após a cirurgia, mas acabou morrendo e foi encaminhada para o lixo hospitalar.

A autora da ação foi informada sobre o fato por meio de uma ligação da clínica. Chegando ao local, no entanto, o veterinário negou o acesso ao animal, com o argumento de que a cirurgia ainda não havia sido paga. Em sua defesa, o veterinário alegou que, após o procedimento cirúrgico, o animal recebeu alta, mas ninguém foi buscá-lo.

Para o desembargador Pedro Bernardes, relator do recurso, considerando o carinho da proprietária pelo animal de estimação e também a convivência diária com ele, o fato de ela ter sido impedida de vê-lo após a morte e, em seguida, o corpo ter sido descartado no aterro sanitário, foram ocorrências capazes de violar sua dignidade, causando-lhe o sofrimento que caracteriza dano moral.

Os desembargadores Luiz Artur Hilário e Márcio Idalmo Santos Miranda acompanharam o voto do relator. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-MG.

0160039-28.2011.8.13.0525

Revista Consultor Jurídico, 15 de janeiro de 2016, 16h16

Comentários de leitores

1 comentário

Desamor a profissão

Gilberto Strapazon - Escritor. Analista de Sistemas. (Técnico de Informática)

Belo exemplo de profissional esse. Estou sendo irônico.
O veterinário que trabalha, por exemplo, numa fazenda de criação de animais para abate, acaba tendo um distanciamento em relação aosanimais.
Mas os que tem clinica veterinária, normalmente estão tratando justamente de criaturas com as quais as pessoas formam fortes vínculos afetivos. É muito diferente.
Mas agir da maneira citada, simplesmente jogando no lixo o animal de estimação de alguém, não se justifica.
Concordo (e sou testemunha disso) que as clinicas particulares tem problemas frequentes com pessoas que estão nervosas e não tem como pagar.
É triste, mas é uma realidade. Mas pode terminar em situações pesadas como neste caso, em que o veterinário aceitou fazer o tratamento que infelizmente resultou na morte do animal para depois impedir a dona sequer de se despedir.

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