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Requisitos cumpridos

Se houver dependência, pedido do homem não retira ex-mulher do plano de saúde

Mesmo um pedido expresso para que uma ex-mulher deixe de ser beneficiada pelo seguro de saúde fornecido pela empresa não a exclui automaticamente. Caso ela prove que dependia economicamente do homem, o benefício deve ser mantido. Com esse entendimento, a 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve decisão que determinou à Petrobras a inclusão da viúva de um ex-empregado no programa de Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) mantido pela empresa.

O homem, aposentado por invalidez, conseguiu a exclusão da mulher no plano de saúde ao alegar o término do casamento, mas, depois da morte dele, ela provou que o matrimônio não foi encerrado oficialmente, demonstrou a relação de dependência econômica quanto ao marido e obteve o retorno à assistência.

Relatora do recurso da Petrobras ao TST, a desembargadora convocada Cilene Ferreira Santos afirmou que a exclusão solicitada pelo soldador não alterou os requisitos para a viúva obter o benefício. "Com efeito, extrai-se do acórdão regional que a mulher provou ter cumprido os requisitos para a percepção da assistência médica complementar oferecida pela Petrobras", concluiu.

A decisão de não conhecer do recurso da empresa foi unânime, mas ela apresentou embargos declaratórios, ainda não julgados.

Outras instâncias
O juízo da 12ª Vara do Trabalho de Salvador havia negado a pretensão da viúva de ser reintegrada ao programa, porque o soldador pediu expressamente à AMS a retirada da mulher do cadastro de dependentes, sob a justificativa da separação. Segundo a cônjuge, o marido não estava em plena capacidade intelectual quando entregou o requerimento, pois já possuía transtorno mental psicótico, razão da sua aposentadoria.  No entanto, o juiz não identificou o vício de consentimento por parte do trabalhador, e disse que o processo de exclusão aconteceu de acordo com as normas internas do plano.

O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região reformou a sentença e deferiu o pedido da viúva, por considerar que a vontade do aposentado deveria prevalecer apenas enquanto estivesse vivo, pois era titular do direito de incluir e retirar dependentes em seu plano na AMS. Com o falecimento, nos termos das regras da assistência, o TRT concluiu ser da própria mulher a manifestação sobre participar ou não do programa, uma vez que ela cumpriu as condições descritas no regulamento, como a percepção de pensão pela morte do marido. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST. 

Processo 380-75.2010.5.05.0012

Revista Consultor Jurídico, 11 de dezembro de 2016, 17h15

Comentários de leitores

2 comentários

Opinião sobre o valor de planos de saúde

Felipe Ponce (Publicitário)

Umas das grandes falhas que vejo nos planos de saúde é que eles cobram muito caro! Estamos passando por uma crise, pra que cobrar tanto? Nesta situação é preciso pesquisar muito bem antes de fechar com um plano que valha realmente a pena. Andei fuçando na net e descobri um blog que tras informação realmente uteis que me ajudaram tipo muito: http://valordeplanosdesaude.com.br/

Especializada

O IDEÓLOGO (Outros)

A Especializada erra.
Com a morte do marido cessou toda e qualquer relação jurídica com o patrão. Não é possível manter o contrato.
Depois reclamam que querem acabar com a Justiça do Trabalho.
Vade retro Especializada!

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