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Auditoria independente

Deloitte paga US$ 8 milhões para encerrar processo por fraude nos EUA

A autoridade dos Estados Unidos de supervisão das empresas de auditoria (PCAOB, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira (5/12) que a empresa Deloitte Brasil vai pagar uma multa de US$ 8 milhões para encerrar um processo por fraude em auditorias em balanços da companhia aérea Gol. A multa é a maior já aplicada pelo órgão, criado em 2002.

A Deloitte Brasil é braço brasileiro de uma das maiores empresas de auditoria contábil do mundo. Em diversos países, empresas de capital aberto, que negociam ações em bolsas de valores, precisam que seus balanços contábeis sejam aprovados por empresas independentes de auditoria. A Deloitte é uma delas e integra um grupo conhecido como “Big Four”, nos EUA, junto com PricewaterhouseCoopers, Ernst&Young e KPMG.

De acordo com os documentos publicados pelo PCAOB, a Deloitte admitiu ter publicado relatórios falsos sobre o desempenho da Gol, além de ter encobertado violações das regras de auditoria dos EUA e ter mentido em documentos oficiais. Além da empresa, 12 executivos também serão punidos (clique aqui para ver as sanções aplicadas a cada um deles, em inglês).

Segundo a decisão, a equipe que auditou as informações contábeis da Gol de 2010 não apresentou provas de que as informações financeiras de receita real e receita declarada eram precisas e corretas, além de admitir que os executivos responsáveis pelas informações mentiram em documentos oficiais. Também que os auditores também não acenderam a “bandeira vermelha” indicando que a equipe de auditoria interna da Gol não estava trabalhando corretamente.

“Ao publicar relatórios de auditoria substancialmente falsos, a Deloitte Brasil não cumpriu seu papel de fiscal dos interesses dos investidores”, afirmou o diretor do departamento de fiscalização da PCAOB, Claudius Modesti. “A decisão publicada hoje revelam algumas das violações mais sérias que a PCAOB já encontrou.”

Além da multa, a Deloitte Brasil está proibida de assinar novos contratos nos Estados Unidos enquanto não atender às exigências do órgão regulador de melhoria nos sistemas de qualidade e controle. Ela só poderá voltar a contratar depois que a PCAOB reconhecer que as exigências foram atendidas.

Em nota enviada à imprensa, a Deloitte “confirma que chegou a um acordo com o PCAOB”. “Quando esses fatos foram informados pelo PCAOB, a nova liderança da Deloitte Brasil tomou medidas imediatas, previamente ao acordo, para retirar os indivíduos da Firma e para reforçar a cultura ética na organização”, diz a nota.

A companhia ainda afirma que enviou informações sobre o caso à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado de capitais do Brasil, para que tome as providências cabíveis. “As revisões internas e independentes, bem como as recentes inspeções do PCAOB sobre o trabalho de auditoria da Deloitte Brasil, não identificaram outras quaisquer alterações impróprias de papéis de trabalho, nem comportamento antiético.”

Clique aqui para ler o documento da PCAOB, em inglês.

Leia a nota da Deloitte Brasil:

A Deloitte Brasil confirma que chegou a um acordo com o PCAOB (Public Company Accounting Oversight Board) para encerrar uma questão relacionada à Auditoria de 2010 de duas companhias FPIs.

De acordo com o PCAOB, ex-profissionais da Deloitte Brasil realizaram alteração imprópria de papéis de trabalho e se envolveram em comportamento antiético durante uma inspeção do regulador e posterior investigação desse caso.

Quando esses fatos foram informados pelo PCAOB, a nova liderança da Deloitte Brasil tomou medidas imediatas, previamente ao acordo, para retirar os indivíduos da Firma e para reforçar a cultura ética na organização.

Pelo respeito que a Deloitte Brasil tem pelo mercado brasileiro e pelo papel do regulador local, decidiu revelar o caso à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), com a qual também fechou um acordo.

As revisões internas e independentes, bem como as recentes inspeções do PCAOB sobre o trabalho de auditoria da Deloitte Brasil, não identificaram outras quaisquer alterações impróprias de papéis de trabalho, nem comportamento antiético.

O fato e a conduta dos profissionais envolvidos não correspondem aos padrões legais, profissionais e éticos que constituem a prática e os valores fundamentais da Deloitte no Brasil e no mundo.

A Deloitte leva suas responsabilidades profissionais, com seus clientes e com o mercado extremamente a sério e comportamentos antiéticos não são tolerados em nossa firma".

Revista Consultor Jurídico, 5 de dezembro de 2016, 20h51

Comentários de leitores

1 comentário

Má transcrição

TEMPORAL (Bancário)

Ok que boa parte da material parece uma tradução mas, pelo amor de Deus, revisem o português!
Alguns erros saltam aos olhos!

Comentários encerrados em 13/12/2016.
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