Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Disputa no MP

Janot afirma que, se reconduzido à PGR, vai encerrar carreira em 2017

Por 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, declarou nesta segunda-feira (27/7) que quer “mais um e único mandato” na chefia do Ministério Público da União para encaminhar “ótimos processos em curso” iniciados em 2013 e depois encerrar sua carreira. “Evoluir é tão importante quanto não retroceder”, declarou durante debate com outros três candidatos à vaga, promovido por associações dos procuradores do Trabalho (ANPT), do Ministério Público do Distrito Federal (AMPDFT) e do Ministério Público Militar (ANMPM).

Janot pede que seu trabalho seja julgado pelos seus pares no Ministério Público.
Reprodução

Para ele, os membros do Ministério Público da União devem julgar seu trabalho “pela atividade que foi feita [durante o último biênio], pelos compromissos assumidos, pelo cumprimento ou não desses compromissos e pelo exercício profissional do cargo”. O procurador-geral pode ser reconduzido por diversas vezes, mas é praxe da Presidência da República manter o mesmo nome por no máximo quatro anos.

Também disputa a vaga o subprocurador Carlos Frederico Santos, membro do Conselho Superior do Ministério Público. Ele afirmou no debate que as promessas do futuro devem ser avaliadas com base em “atitudes do passado” e que a PGR não pode atuar apenas “de forma midiática”, sem citar nenhum caso específico. Prometeu investir no diálogo, caso escolhido, e disse que os procuradores de todos os ramos do MP podem influir no processo de escolha, seguindo a ideia da “multiplicação dos pães”.

A subprocuradora Raquel Dodge afirmou que o Ministério Público deve apostar na integração de todos os seus ramos, focar em resultados e avaliar como os impactos de seu trabalho podem influir na sociedade. Apontou como pilares da instituição o combate à corrupção, a defesa dos direitos fundamentais, a buscar de serviços públicos de qualidade e o “aprimoramento do nosso regime democrático”.

Mario Bonsaglia coordenador da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF — responsável por analisar o controle externo da atividade policial —, disse que planeja “construir um MPU forte e unido” e “avançar para atender aos anseios da sociedade que custeia o nosso salário”. Se nomeado procurador-geral, ele diz que atuaria para integrar os ramos do MP e defender a autonomia de cada integrante, como afirmou ter agido durante seus mandatos como conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) vai promover uma eleição no dia 5 de agosto e levar uma lista tríplice ao Planalto. A presidente Dilma Rousseff (PT) tem escolha livre, porém os nomes sugeridos têm sido levados em conta desde 2003, com a posse de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.

Clique aqui para ler o perfil dos candidatos.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 27 de julho de 2015, 18h33

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 04/08/2015.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.