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Notas Curtas

Por Leonardo Léllis

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Armas de Jorge

Ao julgar construção de igreja pelo Estado, ministro recita Oração de São Jorge

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Antes de começar o voto em que defendia que manifestações religiosas não ferem o princípio da laicidade do Estado, o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça, pediu licença. Queria recitar a Oração de São Jorge, aquela que fala das roupas e das armas de Jorge.

O caso discutia a construção da Igreja de São Jorge, no Rio de Janeiro, com dinheiro do Estado, autorizada pelo então governador César Maia. Napoleão, relator do recurso na 1ª Turma, foi o vencedor. Defendeu que o princípio da laicidade estatal não impede o Estado de promover ações em favor da religiosidade de uma comunidade.

“Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar”, entoou.

Depois, fez um retrospecto da história das religiões e das manifestações religiosas no Brasil. “Eu mesmo sou filho de Ogum”, disse, lembrando dos orixás do Candomblé para falar do sincretismo religioso no país. Ogum é o senhor da guerra e do ferro, comumente associado a São Jorge, o santo guerreiro da Igreja Católica.

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 é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 16 de dezembro de 2015, 16h43

Comentários de leitores

4 comentários

Decisão tendenciosa

ABSipos (Advogado Autônomo)

O ministro afirmou claramente ter simpatia pelo tal São Jorge....mais claro do que isso só se fosse desenhado.

o fim está próximo

Lex Penalis (Auditor Fiscal)

Corram para as colinas.
Temos que esperar justiça divina mesmo, porque se dependermos de decisões como esta...

Paulo

Paulo Maia (Advogado Sócio de Escritório)

Estado laico não é Estado ateu. A religiosidade do povo brasileiro é um importante elemento formador de nossa identidade cultural e que o Estado deve manter e preservar.

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