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Marketing jurídico

Regras para publicidade não devem limitar aproximação com clientes

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Um facilitador de negócios. Este é o perfil ideal de um advogado, que deve ter cada vez mais um perfil multidisciplinar, com capacitação em gestão, diante de uma clientela com maior poder de escolha e acesso à informação. A opinião é de Milton Luiz Cleve Küster, sócio do Küster e Machado Advogados em palestra no Encontro Anual de Gestão Estratégica de Escritórios de Advocacia. Ele ressalta a necessidade de o profissional sempre “tratar seu escritório como uma empresa” e saber se relacionar com os clientes.

Engana-se, entretanto, quem imagina que esse relacionamento é prejudicado pelas restrições impostas pela Ordem dos Advogados do Brasil à publicidade advocatícia. Responsável pelo setor de marketing do escritório Marcelo Tostes Advogados, Bernardo Almeida explica que as regras não impedem os profissionais de promoverem seus trabalhos. “O marketing não é proibido na advocacia. O que é proibido é a propaganda, a ostensiva e, principalmente, a mercantil”, disse no evento.

Os limites da publicidade advocatícia são fixados pelo Provimento 94/2000 da Ordem dos Advogados do Brasil. O texto descreve que a prática deve ser executada “com discrição e moderação” e permite ao advogado fazer propaganda informativa, por meio de identificação pessoal ou da sociedade com as identificações de contato (endereço, site, e-mail ou telefone).

São liberadas, por exemplo, a utilização de cartões de visita, anúncio em lista de telefone, comunicação de mudança de endereço. Ainda que a regra da OAB seja bastante restritiva, Almeida ressalta que o advogado pode se apresentar ao mercado por meio da produção intelectual, participando de eventos, afiliando-se a instituições e enviando notícias que tenham relação com o negócio de um cliente ou possível cliente.

Sobre a elaboração de conteúdo, ele ressalta que mesmo quem não tem orçamento para pagar uma assessoria de imprensa para fazer a divulgação do material pode encaminhar os artigos diretamente às redações de jornais e portais universitários, entre outros veículos de comunicação.

Bernardo contou em sua palestra que, no começo de sua carreira, quando exercia a advocacia em um escritório pequeno, ele, além de atender clientes, também cuidava da divulgação do trabalho realizado. “Eu desenvolvia o material com a ajuda de amigos, que faziam o logo, entre outras coisas”, disse, complementando que, para começar, o profissional deve criar uma identidade para o escritório e delimitar o foco de atuação. “Quando perdemos o foco, paramos de dar atenção para aquilo que queremos.”

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 15 de agosto de 2015, 9h03

Comentários de leitores

2 comentários

É sim!

Eduardo.Oliveira (Advogado Autônomo)

Analucia,
Produção intelectual é instrumento, sim! Discordo de você.
Já o uso institucional da OAB como forma de captação é a saída, digamos, mais fácil porque "política" (contatos), para os que são menos propensos ao trabalho de produção intelectual, que é duro e exige esforço, isolamento e tempo para ser reconhecido. Concordo em parte com você.
Aliás, lembrei-me do caso de uma Comissão de Direito "X" da OAB que servia, na prática, para a autopromocão de seu titular, que promovia palestras e interesse de seu público-alvo. Ele não tinha títulos ou atuação diferenciada.
Tempos depois, essa Comissão passou a contar com integrantes de carreira já consolidada, reconhecimento nas respectivas áreas de atuação e forte participação no meio acadêmico relevante.
O caminho deve ser este, ou seja, comissão como concentradora de profissionais de referência (para fomentar a evolução) e não como trampolim ou atalho para o "sucesso" de alguns. As comissões devem depender de seus integrantes, não o contrário.

kkkk, produção intelectual e publicidade.....kk

analucia (Bacharel - Família)

Qual é a produção intelectual dos que estão no Conselho Federal da OAB ? Ora, cliente não vai ler produção intelectual, quem vai ler é o advogado concorrente. Ou seja, o concorrente capta o cliente e usa a sua pesquisa. A publicidade tem que ser liberada para que o jovem advogado possa entrar no mercado. Apenas abusos comprovados devem ser coibidos.

Comentários encerrados em 23/08/2015.
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