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Desvio de dinheiro

Réu do mensalão tucano, senador Clésio Andrade renuncia ao cargo

O senador Clésio Andrade (PMDB-MG), réu no processo conhecido como mensalão tucano, renunciou nesta terça-feira (15/7) ao seu mandato. Segundo o parlamentar, problemas de saúde teriam motivado a saída. Com isso, a ação, que corre no Supremo Tribunal Federal, pode passar a tramitar na primeira instância.

Andrade segue o ex-deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que renunciou ao seu cargo em fevereiro. O tucano também era acusado por envolvimento no esquema. Um mês depois, o STF enviou o processo para a primeira instância da Justiça de Minas Gerais.

Os ex-parlamentares são acusados de fazer parte de um esquema de desvio de recursos públicos e financiamento irregular da campanha à reeleição para governador de Minas Gerais do próprio Azeredo, em 1998. O tucano acabou perdendo o pleito.

A suspeita é que o dinheiro teria saído de estatais mineiras para agência SMPB, do empresário Marcos Valério, "sob a justificativa formal de patrocínio a três eventos esportivos". Valério já foi condenado por envolvimento no mensalão do PT. Segundo a Procuradoria-Geral da República, R$ 3,5 milhões — R$ 9,3 milhões em valores atuais — teriam sido desviados.

O mensalão mineiro ocorreu em 1998, mas a acusação só foi apresentada pelo procurador-geral da República ao STF em 2007. Em 2009, o Supremo aceitou a denúncia. Diferentemente do caso petista, o processo tucano foi desmembrado e apenas as ações contra Azeredo e Andrade permaneceram no STF.

Revista Consultor Jurídico, 15 de julho de 2014, 20h04

Comentários de leitores

1 comentário

\"mensalão 'o que'?\"

N. Abreu (Advogado Sócio de Escritório)

Todos os que se interessam por política (e deveriam ser todos, sem exceção) sabem que o escândalo conhecido como MENSALÃO refere-se a um desgraçado episódio na história recente deste país, no qual executivos do partido no poder federal (o petê) desviavam recursos do erário para compra de consciências e votos dos partidos aliados para votarem em conformidade com sua vontade.
Tabém se sabe que esse procedimento criminoso - que culminou com a condenação de próceres de tal partido teria tido sua gênese a partir do publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza que - segundo se diz - revertia em favor de determinado político tucano que buscava reeleger-se, recursos para formação de caixa dois para financiar sua campanha política - o que é um crime e deve ser rigorosamente punido.
Contudo, não se tem conhecimento por nenhum fato (público ou não) que possa assemelhá-lo à distribuição mensal de propinas para compra de consciência de parlamentares que justifique a denominação de "mensalão tucano".
Não me cabe "defender" ninguém, mas a generalização do nome parece atender a propósitos distantes da boa informação.

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