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Problemas financeiros

Justiça aceita recuperação judicial da Passaredo

A Justiça aceitou esta semana o pedido de recuperação judicial da Passaredo Linhas Aéreas, empresa com sede em Ribeirão Preto (SP). O pedido foi atendido pela juíza da 8ª Vara Cível da cidade, Carina Roselino Biagi. A ação foi ajuizada na sexta-feira (19) pelos advogados da companhia, que está em operação há 17 anos. As informações são do portal G1.

Em nota, a Passaredo alegou que a solicitação se deve aos problemas financeiros enfrentados — a dívida está estimada em R$ 100 milhões — devido ao alto preço do combustível, ao atendimento das demandas regionais utilizando jatos e, inclusive, "uma concorrência específica, momentânea e predatória" vivida em sua base principal, Ribeirão Preto. Segundo a assessoria de imprensa, mesmo diante da crise, os serviços serão mantidos e não haverá prejuízo aos usuários.

Segundo a juíza de Ribeirão Preto, a companhia deverá apresentar um plano de reestruturação aos credores em um prazo de 60 dias, sob pena de convolação de falência. A elaboração do documento ficará a cargo de um escritório de Ribeirão Preto. Com isso, ficam suspensas todas as ações ou execuções obtidas contra o devedor.

A Deloitte Touche Tohmatsu Consultores, de São Paulo (SP), foi nomeada administradora judicial da Passaredo pela juíza. O escritório terá dez dias para informar a situação da companhia à Justiça. Já na semana passada, a Passaredo havia informado que todos os voos programados seriam mantidos e que o processo não traria prejuízos aos usuários dos serviços prestados. A Justiça atendeu o pedido de uso pela companhia de todas as áreas da Infraero pelo prazo de 180 dias, "a fim de possibilitar-lhe a continuidade do exercício de suas atividades".

A crise
Em julho deste ano, a Passaredo anunciou a demissão de 113 funcionários. Os trabalhadores foram demitidos por conta do encerramento dos voos entre o Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, e cidades do Sul do país — Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Cascavel (PR) e Londrina (PR). À época, a empresa justificou as demissões pela readequação de sua malha aérea que visava o mercado das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Revista Consultor Jurídico, 24 de outubro de 2012, 16h23

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