Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

"Luta permanente"

De Sanctis diz ver progresso no combate à corrupção

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Fausto De Sanctis, afirmou nesta quarta-feira (17/10), em palestra no Banco Mundial, em Washington, que o Brasil fez progressos na luta contra a corrupção, mas ainda há grandes desafios pela frente. "Deixe-me dizer isso de forma muito clara: há corrupção sistêmica no Brasil", declarou De Sanctis. Ele se disse particularmente preocupado com os contratos bilionários de infraestrutura tocados no país. As informações são do The Wall Street Journal.

Segundo o jornal, em sua palestra, De Sanctis afirmou que o julgamento do mensalão deve ser entendido como resultado de transformações do Judiciário brasileiro nos últimos 20 anos. De Sanctis disse que após a grande repercussão da Operação Anaconda, que investigou casos de corrupção no Judiciário em 2003, o Brasil criou varas especializadas em combate a lavagem de dinheiro e crimes financeiros. Livres de interferência, segundo De Sanctis, essas varas levaram a uma especialização de juízes e advogados na maneira de se processar e investigar crimes financeiros.

Apesar de questionada, a constitucionalidade dessas varas foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal, lembrou De Sanctis. "Esta foi, talvez, a mudança mais transformadora em nossa luta contra a corrupção", disse o desembargador.

Descrito pelo jornal americano como “um dos principais juízes do Brasil”, De Sanctis alertou para a fouxidão das leis que tratam de financiamento de campanha. Apesar disso, ele se disse esperançoso de que algumas mudanças institucionais tenham se enraizado. "A guerra contra a corrupção é difícil, é uma luta permanente", disse De Sanctis.

Revista Consultor Jurídico, 19 de outubro de 2012, 17h01

Comentários de leitores

4 comentários

Fausto, o Juiz

Armando do Prado (Professor)

De fato, De Sanctis continua sendo o 1º e principal juiz ( por ser exemplo) do judiciário tupiniquim.
.
Quanto ao AP 470 esperamos que o fantasmagórico "domínio do fato", agora, valha para Ustra e FHC, o primeiro assassino e torturador, o segundo lesa-pátria e comprador de votos para ter o 2º mandato.

equivoco do jornal

Ricardo T. (Outros)

Em primeiro lugar, está o nosso herói Joaquim, em segundo lugar a nossa heroína Eliana e em terceiro o herói Fausto.

Financiamento de campanhas

Luanda Figueiredo (Outros)

Sobre esse ponto, em especial, concordo plenamente com o Dr. De Sanctis. Já andei pesquisando e não encontrei legislação que proíba a doação de empresas beneficiárias de incentivo fiscal para campanhas eleitorais.
A ideia é muito simples: entendo como imoral essa espécie de renúncia fiscal, que pode ser em troca de doação de campanha. Na prática o que acontece: o estado concede o benefício em troca de doação para a campanha do candidato apoiado (ou o próprio, no caso de reeleição) pelo executivo, difícil de provar o nexo de causalidade mas é só o que acontece.
Assim temos mais um "tipo" de "financiamento público de campanha". É um absurdo!
Se a legislação já proibisse, seria mais fácil de evitar, penso eu.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 27/10/2012.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.