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Oposição unida

Roberto Podval se une à chapa de Alberto Toron

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O pré-candidato Roberto Podval anunciou nesta quarta-feira (17/10) que se unirá à chapa de Alberto Zacharias Toron na disputa pela Presidência da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil. Segundo carta publicada pelo criminalista em sua página no Facebook —que conta com 16 mil seguidores—, a continuidade da chapa “dividiria a oposição e fatalmente daria a vitória ao grupo [político] que aí está”.

Podval vem fazendo uma campanha com críticas ácidas à atual gestão, com discursos que atacaram, por diversas vezes, o fato de Luiz Flávio Borges D’Urso ter sido eleito três vezes consecutivas e ter preparado Marcos da Costa, presidente em exercício da OAB-SP, como seu sucessor político.

Nem o próprio Toron escapou das propagandas cheias de ironia de Podval. Em uma das imagens compartilhadas pelo pré-candidato, mostrava o personagem Zacarias, de Os Trapalhões, chamando Podval para fazer uma aliança, fazendo uma alusão direta ao nome do meio de Toron (Zacharias). Na imagem, Podval diz: “Vem conosco, Zacharias. Estamos na Frente. Veja o Face, já passamos de 7 mil [seguidores]”.

O humor, inclusive, foi um dos pontos abordados pela carta em que Podval anunciou sua união à chapa de Toron. “O grupo do D´Urso e do Marcos da Costa, seus degenerados, atacaram minha vida particular, me ofenderam, me ridicularizaram. Para dizer a verdade não dou a mínima, são pessoas pequenas, sem criatividade, sem senso de humor, de fato não são merecedoras de estarem ou de se perpetuarem no poder”, atacou.

A união à candidatura de Toron é o único caminho a seguir, diz Podval. “É para ele que dou procuração para me representar e acredito nos representar perante a OAB”, afirma o criminalista, antes de rasgar elogios ao colega, afirmando ser Toron um dos mais importantes representantes da advocacia, “o mais combativo” e “o melhor”.

Ao fim de sua mensagem, Podval pede desculpas àqueles que esperavam outro comportamento dele. “Saibam que isso é mais difícil para mim que para qualquer pessoa”, mas outra atitude, prossegue, “não seria responsável”.

Objetivo maior
A pré-candidata Rosana Chiavassa também divulgou uma mensagem nesta quarta-feira, em sua página no Facebook, apontando uma possível união entre a oposição, dizendo ter se encontrado e mantido conversações com Toron, Podval e Ricardo Sayeg.

“Todos os pré-candidatos estão colocando de lado as suas diferenças e abrindo mão de itens de campanha que lhes são caros em prol de um projeto político maior, que vai resgatar a importância da advocacia perante a sociedade e, no seu bojo, como consequência, também o respeito que merecem as advogadas e os advogados de todo o Estado de São Paulo”, afirma Rosana.

O diálogo, diz ela, é inédito na história da OAB-SP, “onde as eleições foram sempre aguerridas e as composições calcadas em trocas de cargos”, acusa. Rosana diz que os pré-candidatos estão, ainda, em fase de discussões, mas a advogada diz sentir que seus colegas “estão dispostos a aceitar a ideia desse projeto maior em favor da advocacia paulista”.

O pré-candidato Ricardo Sayeg diz que tem conversado com todos os colegas, mas que sua candidatura "está mais sólida do que nunca". Segundo Sayeg, a carta de Rosana o faz acreditar que ela já fechou sua união com Toron e Podval. Ao fim, dez ele, vão ficar apenas os três candidatos que sempre tiveram condições de enfrentar a disputa. "Como eu sempre disse, é faca na caveira, betoneira na ladeira e sangue nos olhos", pontua o pré-candidato.

Leia as cartas de Roberto Podval e de Rosana Chiavassa:

Podval

Carta aberta a 16 mil pessoas.

Nunca tive página no Facebook até decidir pela campanha, nunca fui um internauta, muito pelo contrário. Hoje me vejo absolutamente comprometido com 16 mil pessoas, na maioria advogados, estudantes, pessoas até então completamente desconhecidas, hoje amigas, confidentes e parceiras. Com vocês tenho um compromisso, um ideal, um sonho compartilhado, o nosso sonho: a crença em uma advocacia mais digna, de um tratamento mais respeitoso, enfim dividimos o orgulho de sermos advogados! 

Por esse sonho me coloquei candidato a OAB/SP, por esse sonho incomodei amigos, por esse sonho me indispus com outros, por esse sonho me comprometi com vocês, nos comprometemos mutuamente, viramos cúmplices. 

Por tudo isso, carrego uma obrigação, um dever, o dever de lealdade, de honestidade, de responsabilidade. 

Coloquei-me como crítico ferrenho aos honorários ridículos que recebemos do convênio; comprovei que pagamos o plano de saúde mais caro que as outras categorias; Afirmei ao D´Urso e ao Marcos da Costa que política de Ordem não deve se confundir ou se misturar com política partidária. E que se quisermos democracia devemos praticá-la dentro da nossa OAB. Por essas razões o grupo do D´Urso e do Marcos da Costa, seus degenerados atacaram minha vida particular, me ofenderam, me ridicularizaram. Para dizer a verdade dou à mínima, são pessoas pequenas, sem criatividade, sem senso de humor, de fato não são merecedoras de estarem ou de se perpetuarem no poder. 

E esse é o ponto, minha candidatura, nossa candidatura representa uma nova geração, um novo grupo, e me coloca uma responsabilidade enorme. Com lágrimas nos olhos escrevo esta carta (ainda bem que tem computador, do contrário as manchas no papel comprovariam que não estou mentindo) para dizer com o peso da responsabilidade que me foi creditada por todos vocês que é hora de retroceder. 

Nosso movimento foi e continuará sendo importante, mas a continuidade na nossa chapa dividiria a oposição e fatalmente daria a vitória ao grupo que ai está. Não posso e não devo permitir colocar minha vaidade ou mesmo meu interesse pessoal à frente dos interesses de todos nós, de toda a advocacia.

Só há um caminho a seguir, me uno ao apoio da candidatura de Alberto Toron, e faço porque é para ele que dou procuração para me representar e, acredito nos representar perante a OAB. É ele, sem dúvida, um dos mais importantes representantes da nossa advocacia. É o mais combativo, é o melhor. 

Ainda que bravo comigo, afastado pela campanha, posso dizer que tem você Toron minha amizade e meu absoluto e irrestrito apoio. A partir de agora passo a integrar seu comitê e me coloco de corpo e alma na sua campanha. 

Disse apoio irrestrito, menti. Não pleiteio cargo ou qualquer posição, não meu amigo, cobro-lhe sim a defesa intransigente dos advogados, a dedicação absoluta pelos direitos humanos a ética, transparência e apego a democracia, qualidades natas a você, meu amigo. 

Para aqueles que de mim esperavam outro comportamento, me desculpem. Saibam que isso é mais difícil para mim que para qualquer pessoa, mas outra atitude não seria responsável. Vamos fazer com que tal decisão tenha valido a pena, vamos eleger Toron presidente da OAB/SP, abraços Podval. (obs. Continuaremos nos comunicando pelo face, a campanha continua).


Rosana

Carta Aberta as Advogadas e Advogados do Estado de São Paulo

Caros Colegas, 

Em respeito às advogadas e advogados simpatizantes do campo da oposição e com os quais tenho me reunido em minhas andanças de campanha pela Capital e Interior, quero tornar público e esclarecer que tenho me encontrado e mantido conversações com os outros três pré-candidatos contrários ao grupo que há nove anos comanda a OAB/SP, os Drs. Alberto Toron, Ricardo Sayeg e Roberto Podval.

Importante deixar claro que todos os pré-candidatos estão colocando de lado as suas diferenças e abrindo mão de itens de campanha que lhes são caros em prol de um projeto político maior, que vai resgatar a importância da advocacia perante a sociedade e, no seu bojo, como consequência, também o respeito que merecem as advogadas e os advogados de todo o Estado de São Paulo. Por estas razões, a eleição da OAB/SP de 2012 é histórica e pode representar o marco da mudança!

O diálogo que nós, pré-candidatos de oposição, estamos mantendo é inédito na história da OAB/SP, onde as eleições foram sempre aguerridas e as composições calcadas em trocas de cargos. Agora não! Nossa discussão gira em torno do aperfeiçoamento do projeto que tem como único objetivo devolver a OAB/SP para as advogadas e advogados do Estado de São Paulo. Essa união histórica é um legado que esse grupo de pré-candidatos oposicionistas deixa para as gerações futuras.

Estamos ainda na fase das discussões, mas sinto que os demais colegas pré-candidatos estão dispostos a aceitar a ideia desse projeto maior em favor da advocacia paulista e tirar de vez por todas do topo da nossa entidade o grupo que afastou a OAB/SP do dia-a-dia de seus associados, justamente aqueles que lhes dão vida e força institucional. 

Por isso acreditamos no consenso entre os pré-candidatos de oposição e na capacidade desse movimento de vencer a eleição e mudar a OAB/SP para melhor. Muito melhor! 

Assim que esta arquitetura em favor da restauração da importância da advocacia paulista estiver concluída em sua plenitude, com satisfação a divulgaremos para todas as advogadas e advogados do Estado de São Paulo. 

Dra. Rosana Chiavassa
Oposição de Verdade”

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 17 de outubro de 2012, 14h06

Comentários de leitores

30 comentários

Bem que Reinaldo Azevedo avisou

José_Jr (Advogado Assalariado - Família)

O plano dos PeTralhas para tomar a OAB SP está em curso
Márcio Thomaz Bastos tenta criar a “chapa do PT” para disputar a OAB!
Márcio Thomaz Bastos, militante petista, ex-ministro da Justiça e atual advogado de um dos réus do mensalão, precisa, aos 77 anos, voltar a estudar alguns livros-texto sobre o regime democrático e o funcionamento do estado de direito.
“Doutor Márcio” — chamado “God” (!) por alguns pares; parece que está levando a sério — procurou o grupo de Podval para compor uma chapa liderada por Toron. E essa seria, então, a chapa “apoiada pelo PT”.
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/oab-sp/

Mais uma do Tal IV

Brecailo (Advogado Autônomo - Consumidor)

No caso presente, como destacado na inicial, pelo Ministério Público Federal em incidente havido no feito originário, aqui copiado às fls. 940 e ss. e na fala ministerial retro, ganha relevo ainda a circunstância de que a autora é incapaz e de que sua curadora se declara analfabeta, tudo demonstrando, efetivamente, de um lado a abusividade da cláusula contratual em questão e de outro ter ela incorrido em erro, o que autoriza sua anulação. De outro lado, não há nos autos indicativo algum sobre ter o requerido funcionado quer junto aos autos de interdição da autora, quer em pedido administrativo deduzido em seu favor junto ao INSS, certo que, embora tenham vindo para os autos cópias de diversas ações, não se juntou nenhuma cópia em relação às referidas acima. Assim, de se acolher a pretensão da parte autora, mas não de forma integral; é que não se pode ignorar o fato de não ter havido pagamento algum de parte dela, desde o início dos trabalhos do réu, o que se deu há vários anos, tudo indicando tenha sido ele, efetivamente, diligente na defesa de seus direitos, bem cumprindo o mister assumido. Ainda, releva notar que o contrato não previa pagamentos de valor algum na hipótese de insucesso da demanda. Tudo isso considerado, tenho para mim ser razoável que os honorários sejam fixados no equivalente a 30% do valor dos atrasados devidos pelo INSS à requerida, como referido já. P.R.I.C. São José do Rio Preto, 29 de abril de 2011. Marcelo Eduardo de Souza Juiz de Direito

Mais uma do Tal III

Brecailo (Advogado Autônomo - Consumidor)

A ação procede em parte, ficando reduzidos os honorários fixados para 30% do valor dos atrasados devidos à autora, ficando julgada improcedente a reconvenção ofertada, arcando o requerido com os ônus da sucumbência, isento, todavia, de honorária, porque assistida a parte autora por advogado nomeado. Como bem ponderado na fala ministerial retro, da lavra do Dr.Tasso Denis Campanhã Cury, que se considera integrada a essa decisão, no cabente, a questão se resume em saber se é razoável, ou não, a fixação de honorários equivalentes a 50% da verbas em atraso devidas para a autora pelo INSS. E a resposta é negativa. Soa estranho que alguém, que não seja titular do direito a ser defendido, possa se igualar a ela no momento do pagamento daquilo que lhe é devido. Veja-se que honorários nesse patamar implicam em estabelecimento de verdadeira sociedade entre advogado o cliente, o que o próprio Tribunal de Ética da OAB, conforme julgados colacionados na inicial, entende configurar infração ética.

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