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Rotina do pleito

Eleições da Venezuela transcorrem sem incidentes

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Até o final da tarde deste domingo (7/10), não havia notícias de incidentes nas eleições na Venezuela. Nem anúncio de um provável vencedor. Três agências de pesquisa preveem vitória do presidente Hugo Chávez e uma, a vitória do candidato de oposição Henrique Capriles Radonski, de acordo com os jornais venezuelanos. 

A notícia mais veiculada no dia foi a das declarações dos dois candidatos de que vão aceitar os resultados das urnas, sejam qual forem. "Não há a menor dúvida de que aceitaremos os resultados, não importa quem ganhe. A essência da democracia é o poder nas mãos do povo", declarou Chavez a repórteres estrangeiros que cobrem as eleições na Venezuela. "O que o povo falar hoje, para mim é sagrado", disse Capriles aos jornalistas. 

As perguntas foram feitas por repórteres americanos, porque os Estados Unidos torcem por uma mudança nos rumos políticos na Venezuela. Nenhum repórter, de qualquer outro país, se preocupou com isso. 

Ambos anunciaram que vão de comunicar por telefone, depois que os resultados finais forem anunciados, o que deve acontecer até o fim do dia. "Ainda não sei o que iria lhe dizer", confessou Chaves. "Depende das circunstâncias. Mas é claro que estou disposto a conversar com ele, como com qualquer venezuelano", disse. "Isso faz parte da democracia. Estamos mostrando ao mundo que os venezuelanos querem a democracia", disse Capriles. 

A Venezuela está utilizando 13.810 centros eleitorais, todos equipados com urnas eletrônicas, nas eleições presidenciais deste domingo, que deverá atrair, segundo as previsões, 18,8 milhões de eleitores. O candidato eleito será empossado em 10 de janeiro de 2013, para o período 2013-2019. A vitória de Chávez manterá a Venezuela sob um modelo socialista de governo, como na maioria dos países sul-americanos, hoje. A de Capriles mudará o país para um modelo neoliberal, provavelmente mais alinhado com os Estados Unidos, como a Colômbia e o Peru.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 7 de outubro de 2012, 19h06

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