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Atividade desvinculada

BC é multado por limitar contratação de empregado

A 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou o Banco Central a pagar indenização de R$ 500 mil por dano moral coletivo. Motivo: incluiu cláusula em edital de licitação prevendo a impossibilidade de contratação, pela empresa terceirizada, de vigilante que tivesse seu nome em cadastro de inadimplentes dos serviços de proteção ao crédito.

No entendimento do relator, ministro Pedro Paulo Manus, a situação financeira do empregado vigilante não tem vinculação com o serviço a ser prestado nem atesta a idoneidade do empregado. Dessa conclusão, ressaltou, "deriva a ocorrência de dano moral coletivo e, por consequência, o surgimento da obrigação de repará-lo".

A decisão foi proferida no julgamento de Embargos Declaratórios opostos pelo Ministério Público do Trabalho da 6ª Região. No exame do Recurso de Revista, a 7ª Turma havia julgado procedente a Ação Civil Pública, considerando discriminatória a cláusula restritiva do edital para contratação de serviços de vigilância e concluindo pela sua ilegalidade. No entanto, naquele momento, a Turma não abordou o pedido do MPT para condenação do Banco Central ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

O Ministério Público, então, opôs Embargos Declaratórios para que a Turma se pronunciasse a respeito. Após as considerações do ministro Manus, a Turma acolheu os Embargos Declaratórios com efeito modificativo, sanando a omissão apontada quanto ao tema do dano moral coletivo, para dar provimento parcial ao Recurso de Revista e fixar em R$ 500 mil a indenização por danos morais. Esse valor será revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador. A decisão foi por maioria, vencido parcialmente o ministro Ives Gandra Martins Filho, que votou pela exclusão da multa. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.

ED-RR - 123800-10.2007.5.06.0008

Revista Consultor Jurídico, 1 de outubro de 2012, 16h46

Comentários de leitores

2 comentários

Como irir quitar suas dividas?

JAMonteiro (Advogado Autônomo)

Se não se admitisse ao trabalho quem possui divida, seria uma presunção de que o cidadão é um deliquente costumaz, ora, em um pais onde boa parte de sua população está endividada, sobraria muitas vagas de trabalho. Ademais como ser quer que as pessoas paguem suas dividas? O trabalho de vigilante é um como outro qualquer. Não vejo como ter dividas ou não influenciará em seu desempenho, e além disso há sempre a possibilidade de demissão do trabalhador, em não atendendo o que se deseja dele como profissional.

seria eu um gênio...

Celsopin (Economista)

ou estes juízes o oposto disto?
será que só eu percebo que o funcionário com sérios problemas financeiros fica bastante vulnerável a situações que podem comprometer a segurança???
como sempre, a "justiça" do trabalho tornando mais uma vez o Brasil motivo de piada internacional...

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