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Controle das atividades

Compliance evita prejuízos e traz eficiência à empresa

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O melhor investimento é o que propicia resultado. E apesar do sucesso financeiro ser o mais almejado e perseguido, o que se observa do mercado é que muitas empresas deixam de alcançá-lo porque repetem procedimentos, produtos e serviços, mas esquecem de estabelecer o principal: a base de atuação profissional. Nenhuma empresa se estabelece de forma sólida, segura e eficiente se não investir em sua própria estruturação.

Isso porque, caso contrário, com normas não observadas e procedimentos internos não fiscalizados, diversas falhas passam despercebidas, prejudicando a credibilidade de produtos e serviços frente a clientes; aumentando gastos desnecessários; e propiciando a falsa impressão de um lucro que, em muitos casos, nada mais é do que um custo que não fora suportado por meio da realização de práticas não recomendadas, como é caso da inadimplência de direitos e tributos, que dá origem a riscos e passivos evitáveis, mas que uma vez consolidados são capazes de comprometer o prosseguimento e a manutenção da atividade empresarial.

Esse contexto, que se repete de forma desmedida em empresas de grande, pequeno e médio portes, introduz o debate acerca da necessidade de implementação do compliance. Ou seja, de um conjunto de elementos capazes de propiciar aos empresários maior observância à legislação e controle quanto às atividades que gerenciam, fazendo com que erros e procedimentos repreensíveis possam ser identificados, reparados e, principalmente, evitados. É uma forma, ainda, de conferir transparência à gestão dos negócios, incentivando a valorização e a conjugação das marcas a conceitos modernos, como responsabilidade social e sustentabilidade.

Em tempos de crise, um conselho destinado a resguardar os interesses empresariais merece reflexão cautelosa antes de ser ignorado. Por isso, aos empreendedores pró-ativos e cautelosos, a recomendação é de que invistam tanto quanto puderem para que conheçam seus próprios negócios, incluindo seus principais riscos e falhas, a fim de que possam avaliar as decisões tomadas e os rumos instituídos.

Um planejamento empresarial interno, realizado em conjunto com a assessoria jurídica especializada na gestão de riscos, transparência e compliance, é capaz de propiciar a implantação de procedimentos voltados às peculiaridades de cada negócio, minimizando e evitando prejuízos, maximizando lucros e conferindo eficiência, solidez e durabilidade à atividade comercial.

 é advogado e sócio do Trevisioli Advogados Associados, escritório especialista em Direito Cooperativo.

 integrante da Trevisioli Advogados Associados.

Revista Consultor Jurídico, 20 de novembro de 2012, 13h06

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