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Satisfação com gestão da OAB não garante votos

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A satisfação dos advogados com a gestão das seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil não garante a continuidade dos mandatos nas eleições que serão realizadas em novembro. A conclusão pode ser tirada de pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) com 7,9 mil advogados em abril deste ano.

A pesquisa, inicialmente divulgada pelo colunista Lauro Jardim, da revista Veja, e obtida na íntegra pela ConJur, está circulando fragmentada por listas de e-mail, às vezes para mostrar a aprovação de um presidente de seccional, às vezes para mostrar o caminho aberto para a oposição nas eleições. Uma coisa, porém, não anula outra. A pesquisa mostra que é perfeitamente possível que regiões em que a aprovação do atual mandato é alta haja maior apoio à oposição.

A maior satisfação com a situação da seccional está no Rio Grande do Sul, onde 91% dos entrevistados disseram achar que a entidade regional está seguindo pelo caminho certo. O número, porém, não garante ao atual presidente da seccional, Cláudio Lamachia, uma possível reeleição, uma vez que 46% dos advogados da região afirmaram ser indiferente para eles votar na situação ou na oposição nas próximas eleições. Na pesquisa espontânea de intenção de voto (onde nenhum nome é apresentado ao entrevistado), Lamachia ficou com 17% dos eleitores, enquanto 78% não sabem em quem vão votar ou preferiram não responder, o chamado grupo dos indecisos.

Esse grupo não é majoritário apenas nas pesquisas espontâneas. Em São Paulo, onde os 500 entrevistados receberam uma lista com três nomes — Alberto Toron, Marcos da Costa e Raimundo Hermes Barbosa — para escolher em quem vão votar, 73% dos advogados declararam estar indecisos. Ainda que a atual gestão, da qual Marcos da Costa é vice-presidente, seja avaliada por 76% dos advogados como boa ou ótima, o candidato da situação garantiu apenas 6% das intenções de voto. O mais cotado entre aqueles que já escolherem seu candidato é Alberto Zacharias Toron, mesmo assim com apoio de apenas 10% dos advogados.

Os nomes apresentados pela pesquisa, porém, deixam de lado outros pré-candidatos à presidência da entidade, como Roberto Podval, Rosana Chiavassa e Sônia Mascaro, e coloca o nome de Raimundo Hermes Barbosa que, na verdade, integra a chapa encabeçada por Ricardo Sayeg.

A questão dos nomes indicados na pesquisa estimulada também pode ter gerado confusão no Rio de Janeiro. A pesquisa colocou lado a lado o atual presidente da seccional, Wadih Damous, e aquele que é apontado como seu sucessor, Felipe Santa Cruz (que preside a Caixa de Assistência ao Advogado do Rio de Janeiro). O atual presidente da OAB-RJ, que já manifestou que não irá concorrer ao cargo novamente, ficou com 47% das intenções de voto, enquanto aquele que seria seu herdeiro angariou 4% dos votos. Ainda que Damous consiga “transferir” todos os seus votos para Santa Cruz, a situação ficaria com 51% dos votos, embora 88% dos advogados fluminenses aprovem a atual gestão.

O Rio de Janeiro e o Maranhão são as únicas seccionais onde manter a situação à frente da OAB é uma preocupação para os advogados. Em todas as outras seccionais é indiferente para o eleitor votar na situação ou na oposição.

O presidente de seccional pior avaliado pelos advogados é Jarbas Vasconcelos, comandante da OAB do Pará. De 2001 a 2006, a seccional esteve sob a batuta de Ophir Cavalcante, atual presidente do Conselho Federal da Ordem. Desaprovada por 21% dos advogados do estado, a gestão de Vasconcelos é, para 29% dos advogados, pior do que de sua antecessora, Ângela Serra Sales, que entrou depois de Cavalcante. Mesmo com a maior reprovação entre as seccionais, Vasconcelos garantiu 14% das intenções de voto, ficando atrás de Roberto Lauria, conselheiro federal da OAB, que ficou com 44% das intenções de voto.

A pesquisa de intenção de votos mostra que em nenhum estado é possível fazer uma previsão do resultado do pleito, que será em novembro, pois o número de indecisos é muito alto. O único pré-candidato que possui mais da metade das intenções de voto é Henrique Neves Mariano, atual presidente da OAB de Pernambuco. Ainda assim, 38% dos advogados do estado estão indecisos.

Reportagem alterada às 18h do dia 31 de maio para correção das tabelas.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 29 de maio de 2012, 5h15

Comentários de leitores

16 comentários

Mentes Abertas

Brecailo (Advogado Autônomo - Consumidor)

Pelo visto você foi condenado pelo TED e, pensa que foi injustiçado, bom, é o que se presume por seus exemplos e manifestações. Tudo está no Estatuto, ninguém inventa nada, procedimentos no TED, prerrogativas, requisitos para cargos eletivos, está tudo na lei 8.906 de 4 de julho de 1994. Antes de você ir para São José do Rio Preto, na sua subsecção originária, ocorreu os meus problemas ou é apenas na subsecção de São José do Rio Preto? Segundo vários colegas desta subseção, ninguém tem medo que você concorra, pelo contrário, afinal você só joga pedra e não quer ser vidraça.

Difamação

Brecailo (Advogado Autônomo - Consumidor)

Pintar não sou professor de direito penal, mas vou tentar de explicar em linhas gerais: Difamação é um termo jurídico que consiste em atribuir a alguém fato determinado ofensivo à sua reputação, honra objetiva, e se consuma, quando um terceiro toma conhecimento do fato. De imputação ofensiva que atenta contra a honra e a reputação de alguém, com a intenção de torná-lo passível de descrédito na opinião pública. A difamação fere a moral da vítima, a injúria atinge seu moral, seu ânimo.
Quando escrevi que você só sabe reclamar e não apresenta solução, disse se você possuir os requisitos necessários concorresse a eleição, pois, um dos requisitos é ter no mínimo cinco anos de inscrição na OAB, como não sei quem é você, não posso afirmar se você possui todos os requisitos. Você não entende nada do procedimento no TED, haja vista, seu expemplo. Também não sou professor de Ética, mas vou tentar: As nomeações dos Presidentes das turmas do TED tem que ser homologadas pelo Conselho Seccional, bem como os relatores. Como você mesmo exemplificou em linhas gerais, se sua ex-cliente contratou advogados para defendê-la na cobrança de honorários, onde está a infração ética cometida pelos patronos?

Dados manipulados

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

"O pré-candidato Ricardo Sayeg está estudando se vai processar o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), que fez a primeira pesquisa eleitoral para as seccionais da OAB. Segundo o advogado, ao não colocar seu nome como uma das opções possíveis de voto, o Ipespe, ou quem encomendou a pesquisa, buscou descredenciar sua candidatura. Um dos candidatos apontados pela pesquisa era Hermes Barbosa, que participa da chapa de Sayeg. Dois advogados afirmam que foram entrevistados para a pesquisa, em abril, mas o nome de Sayeg não foi apresentado como uma opção." (fonte: http://www.conjur.com.br/2012-mai-29/politica-ordem-sayeg-pesquisa-descredenciar-campanha).

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