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Política de Ordem

Arrecadação da OAB-SP aumenta, mas despesa também

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Errata: *Nesta edição da coluna Política de Ordem, a ConJur cometeu os seguintes erros, apontados pela seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil:

1) Na contabilidade referente aos anos de 2000 e 2001, o site publicou como superávit o que na verdade foram déficits. 

2) O superávit de 2010 (R$ 5,7 milhões) passou por mudança nas normas de contabilização. A reserva realizada pelo Conselho Federal, no valor, naquele exercício, de R$ 4,6 milhões, para aquisição do novo prédio da sede da OAB, passou a ser classificada como passivo circulante — receitas diferidas — assistência financeira. Portanto, se fosse comparar com os anos anteriores, precisaria ser somado esse valor (R$ 4,6 milhões) ao valor do superávit (R$ 5,7 milhões). 

3) Os valores das “ANUIDADES DO EXERCÍCIO” e de CONTRIBUIÇÕES DE SOCIEDADES” nos anos de 2000 e 2001 são apenas das receitas com anuidades do próprio exercício, não estão computadas as receitas obtidas com pagamentos de anuidades atrasadas, como ocorreu com os números de 2006, 2007, 2009 e 2010. 

Os balanços podem ser verificados no site: http://www.oabsp.org.br/controladoria/.

O próximo presidente da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil deverá encontrar uma arrecadação crescente e um superávit no sentido contrário. Embora a arrecadação só cresça, o superávit da entidade caiu na última demonstração contábil disponibilizada pela controladoria da OAB-SP, o que reflete o aumento da despesa. Os gráficos abaixo mostram que, quando a entidade arrecadava cerca de R$ 40 milhões, no ano 2000, tinha um superávit de R$ 12,3 milhões, enquanto que em 2010 (última demonstração disponível), foram arrecadados aproximadamente R$ 165 milhões, mas o superávit registrado foi de R$ 5,7 milhões. Vale ressaltar também que as contribuições de sociedades, embora tenham aumentado significativamente, ainda representam muito pouco para a receita da OAB-SP.

Lado a lado
Na última quinta-feira (10/5), o pré-candidato à presidência da OAB-SP Alberto Zacharias Toron apresentou suas propostas para cerca de 200 advogados durante um coquetel. Ao lado de Toron, durante o discurso, estava Sônia Mascaro, que também se apresenta como pré-candidata ao cargo. A fala do criminalista teve início abordando o que chamou de “sonho de união das oposições”. À ConJur, o candidato disse que Mascaro é uma “adesão importantíssima” e que a advogada “terá o espaço que precisar” dentro do grupo de Toron.

De ninguém
Sônia Mascaro diz que ainda não tem nenhum acordo com outros pré-candidatos, e que está dialogando tanto com Toron, como com Marcos da Costa e Ricardo Sayeg. Já com os pré-candidatos Rosana Chiavassa e Roberto Podval, ela diz que não tem falado.

Fatos e fotos
Na última semana, um amigo virtual de Marcos da Costa postou no Facebook uma foto do pré-candidato da situação em um restaurante. A legenda da imagem dizia que tratava-se de almoço em apoio à candidatura de Costa à presidência da OAB estadual. “O restaurante Schiavi em Jundiaí ficou pequeno diante de tantos colegas presentes para manifestar o apoio a esse brilhante líder”, complementava o texto. Questionado pela ConJur sobre o fato, Costa disse que se tratava apenas uma reunião entre amigos.

Nome na lista
O advogado Eduardo Arruda Alvim é agora vice-presidente na chapa do pré-candidato à presidência da OAB-SP Ricardo Sayeg. O site da campanha de Sayeg deve estrear nessa semana. Ainda nesta quarta-feira (16/5), o pré-candidato segue para Brasília para falar a parlamentares na audiência pública sobre o novo Código Comercial.

Feijoada na baia
No último sábado (12/5), o pré-candidato Roberto Podval fez uma feijoada em seu próprio escritório para reunir um grupo de advogados para discutir e receber apoios. Na segunda-feira (14/5), participou de ato pelas eleições diretas para o Conselho Federal da OAB, que ocorreu na seccional fluminense da entidade. Na última quarta-feira (9/5), esteve em Brasília, no lançamento do Anuário da Justiça Brasil 2012, no Supremo Tribunal Federal. 

Oposição mineira
O pré-candidato de oposição para a presidência da OAB mineira, Luiz Fernando Valladão Nogueira, diz estar “a todo vapor na pré-candidatura”. Valladão afirma já ter percorrido todo o estado dando palestras sobre livros que escreveu, nas quais aproveita para falar sobre a disputa pela entidade. O advogado já foi diretor da OAB-MG e presidente de sua comissão de ética. No último pleito, foi derrotado com 47% dos votos válidos. Sua principal meta será reverter as abstenções que, segundo ele, foram as maiores responsáveis pelo resultado.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 15 de maio de 2012, 19h16

Comentários de leitores

2 comentários

Credibilidade

Brecailo (Advogado Autônomo - Consumidor)

O que me intriga é que o Dr. Orlando Maluf fala que os atuais dirigentes da OAB/SP tem que começar a resgatar a credibilidabe, quando pergunta quanto e quando foi repassado à Caasp. Ele esqueceu de dizer que na gestão 2000/2003, onde exerceu o cargo de vice-presidente, a atual diretoria quando assumiu em 2004 herdou a importância de R$ 32.000.000,00 (trinta e dois milhões de reais) negativos da gestão anterior, que não efetuou o repasse à Caasp, bem como não efetuou os repasses ao Conselho Federal, ou seja, deram o calote! Trazendo estes dados à baila, quem tem que começar a resgatar a credibilidade?

Que despesas ?

Orlando Maluf (Advogado Sócio de Escritório)

Os advogados do estado de São Paulo tem o incontestavel direito de receber transparencia das contas da Secional. Por exemplo, quanto exatamente a atual gestão expendeu em publicidade na última gestão e quanto e quando repassou à Caixa de Assistencia. Seria excelente começo para se resgatar credibilidade que seria benéfica aos atuais dirigentes.

Comentários encerrados em 23/05/2012.
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