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Comunidade de alunos

Pais são condenados por ofensas de filhos no Orkut

Um grupo de pais foi condenado a indenizar uma educadora em R$ 18 mil por danos morais causados por uma comunidade criada por seus filhos no Orkut, site de relacionamento. A 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro não distinguiu quem criou a comunidade ou só xingou a educadora, por considerar que a intenção foi a mesma: denegri-la.

Segundo o desembargador Cléber Ghelfenstein, apesar de seu um espaço de liberdade, a internet não é um território sem lei, e cada pessoa é responsabilizada pelo que publicar. “Lamentavelmente, a situação fática narrada nos autos retrata a fútil mentalidade de alguns jovens de nossa sociedade, desprovidos de uma educação baseada no respeito ao próximo”, declarou.

A educadora, conhecida como “Irmã Margarete”, era diretora da instituição de ensino em que as crianças estudavam, e na comunidade criada por eles, chamada “Eu odeio a irmã Margarete”, eram proferidas ofensas verbais e palavras de baixo calão sobre ela.

Ao representar seus filhos, os pais alegaram que a ex-diretora causava constrangimentos aos alunos e a comunidade foi criada por eles como um espaço para desabafar os anos de repressão. Além disso, disseram que eles não possuíam experiência de vida o suficiente, na época do fato, e que apenas queriam “estar na moda”. Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Processo 0088192-28.2005.8.19.0001

Revista Consultor Jurídico, 17 de março de 2011, 6h30

Comentários de leitores

5 comentários

Tiram o pátrio poder

Gilberto Strapazon - Escritor. Analista de Sistemas. (Consultor)

Ótimo comentário Raphael. Hoje vejo leis feitas talvez por pessoas originárias de um ambiente altamente pivilegiado questionarem e proibirem coisas que são básicas do convívio familiar. Quem mora no campo, ou simplesmente tem família, sabe que todos tem suas obrigações. Agora criança do campo não pode ajudar a cuidar das galinhas, nem levar água para os bichos, porque é crime. Alguma peste atira uma cadeira no professor e ainda vira herói enquanto o professor tem que se esconder. QUE SOCIEDADE DE MARGINAIS ESTÃO CRIANDO?
Sobre o caso do Orkut, realmente é necessário entender que liberdade de expressão NÃO É LIBERTINAGEM!!! Noutros tempos, os filhos teriam levado uns bons cascudos.

Re: Qual seria a uma outra opção?

Raphael F. (Advogado Autônomo)

É justamente o que estou dizendo. O Judiciário limita as ações dos pais, impondo restrições e até mesmo medos e depois quer que os próprios pais paguem a conta alta. Ora, na minha época de infância as crianças apanhavam com cintos, chinelos, palmadas, etc e nem por isso corria para a delegacia ou para o conselho tutelar. Hoje a situação é diferente. A questão é que é muito difícil exercer o pátrio poder atualmente.

Qual seria a uma outra opção?

J.Henrique (Funcionário público)

Raphael,
Qual seria uma outra possibilidade de se lidar com este episódio? No tempo em que eu era criança, diante da reclamação de um adulto meus pais chamavam-me a atenção (às vezes era um sermão, às vezes castigo e noutras o 'coro comia na casa de Noca). Hoje as 'crianças' botam fogo em índio, batem em trabalhadora porque achavam que era prostituta (como se justificasse) e os pais saem em defesa extrema dos 'pobrezinhos'...

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