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Momentos de tensão

Jornalistas relatam agressões em cobertura no Egito

Os repórteres Corban Costa, da Rádio Nacional, e Gilvan Rocha, da TV Brasil, foram detidos ao chegar no Egito para a cobertura das manifestações populares contra o governo de Hosni Mubarak - Arquivo/Agência Brasil

Jornalistas que estão no Cairo (Egito) para a cobertura das manifestações que começaram há dez dias contra o governo do ditador Hosni Mubarak dizem estar sofrendo agressões. As informações são da Agência Brasil.

Um dos profissionais que relatam os maus-tratos é o brasileiro Luiz Antônio Araújo, que trabalha no Zero Hora, do Rio Grande do Sul, e na rede RBS. Ele conta que foi roubado e agredido por um grupo de 50 simpatizantes do presidente egípcio nesta quinta-feira (3/2). Os agressores, portando pedras e facas, levaram sua câmera digital e carteira.

Segundo Araújo, a agressão aconteceu na Praça Tahrir, um dos violentos locais de confronto entre manifestantes favoráveis e contrários ao governo. “Tenho certeza que [os agressores] eram simpatizantes de Mubarak porque o ataque aconteceu em uma área controlada por eles”, conta o jornalista. Embora o fato tenha acontecido na presença de soldados do Exército, nada foi feito.

Os brasileiros Corban Costa, da Rádio Nacional, e Gilvan Rocha, da TV Brasil, foram detidos, vendados e tiveram passaportes e equipamentos apreendidos. Presos, eles passaram a noite sem água e em uma sala sem janelas, em uma delegacia no Cairo. “É uma sensação horrível. Não se sabe o que vai acontecer. Em um primeiro momento, achei que seríamos fuzilados porque nos colocaram de frente para um paredão, mas, graças a Deus, isso não aconteceu”, afirmou Corban.

A dupla retorna ao Brasil nesta sexta-feira (4/2). A liberação só acontece quando eles assinaram um depoimento em árabe. Um policial informou que os dois se comprometiam a deixar o Egito imediatamente. “Tivemos que confiar no que ele [o policial] dizia e assinar o documento”, contou Corban.

Já o repórter da BBC Rupert Wingfield-Hayes conta que foi preso por três horas, algemado e vendado pela polícia secreta do país. O mesmo aconteceu com uma equipe da emissora Reuters Television. Eles foram agredidos perto da Praça Tahrir no momento em que registravam imagens para uma reportagem sobre bancos e lojas fecharam durante os confrontos os grupos inimigos.

O Egito vive momentos de tensão em decorrência de onda de protestos contra a permanência de Hosni Mubarak na presidência do país. A situação se agravou nesta quarta-feira (2/2), quando manifestantes pró e contra o governo se enfrentaram nas ruas das principais cidades egípcias.

As Nações Unidas informam que, até agora, mais de 300 pessoas morreram nos confrontos e cerca de 3 mil ficaram feridas.

Revista Consultor Jurídico, 3 de fevereiro de 2011, 16h22

Comentários de leitores

1 comentário

EGITO E SUA POBREZA

Jose Antonio Dias (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Estive, recentemente no Egito, pela primeira vez. Apesar de seu passado histórico, fiquei decepcionado. a sugeira e a pobreza se misturam de tal forma que voce não acredita no que está vendo. Percebe-se que existe uma casta endinheirada que pouco está se lixando para o povo miserável. Pra melhor definir: o único pais que conheço que o povo vive em palafitas construidas em cima de lixões. É só pegar a estrada que liga Alexandria ao Cairo e constatar. Acredito, pois, que esta revolta tenha sua razão de ser, pois o Mubarak possui mais de 6 bilhões de dollares depositados fora do Egito enquanto seus compatriotas pobres vivem com menos que 1 dollar por dia. Acredito que o fim de Mubarak será triste...

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