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Presença no Brasil

Cleary Gottlieb Steen & Hamilton chega a São Paulo

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A banca de advocacia norte-americana Cleary Gottlieb Steen & Hamilton, a mesma que assessora o Google na bilionária aquisição da Motorola, inaugurou oficialmente seu escritório em São Paulo depois de anunciar, em novembro de 2010, que apenas aguardava o sinal verde das agências responsáveis por regular o mercado doméstico. A banca opera agora no Brasil com o status de "consultores em Direito estrangeiro".

O posto passou a funcionar sob a liderança dos sócios Juan Giráldez e Francisco Cestero. Giráldez atuava na matriz da banca em Nova York e Cestero trabalhava na filial em Roma. Apesar de estar presente no mercado latino-americano há décadas, a banca, até então, contava apenas com um escritório na região, em Buenos Aires, inaugurado em 2009.

A firma terá 10 advogados inicialmente e vai cobrir áreas como mercados de capital, financiamento de projetos, reestruturação de dívidas, fusões e aquisições internacionais, questões regulatórias e tributárias, governança corporativa, contencioso e arbitragem, como diz o site da Cleary Gottlieb.

Atualmente, o escritório de Nova York opera com 20 advogados dedicados a transações envolvendo o Brasil, enquanto cerca de 70 advogados se dedicam a América Latina como um todo. A inauguração do escritório no Brasil acontece depois da banca rival americana Davis Polk & Wardwell ter recrutado em São Paulo dois sócios da Mayer Brown, antes da inauguração de seu escritório no Brasil, diz o Law.com. Segundo o site, "uma série de bancas internacionais abriram escritórios no crescente mercado brasileiro, nos últimos três anos, entre os quais os das firmas Skadden Arps Slate Meagher & Flom, Allen & Overy, Gibson Dunn & Crutcher, Simpson Thacher & Barlett e Milbank Tweed Hadley & McCloy".

Com experiência massiva no mercado de capitais e no mundo corporativo, a Cleary participou do processo de consultoria na oferta global de US$ 67 bilhões em ações da Petrobrás, na entrada no mercado de ações (IPO) da Visa Net Brasil e na aquisição pela gigante da panificação no México, o Grupo Bimbo, da Sara Lee’s, concorrente norte-americana no setor.

De acordo com a banca, o Brasil representa "uma parte significativa" dos seus negócios na América Latina já há quase 50 anos. Até a abertura do escritório, cerca de vinte advogados da Cleary trabalhavam com consultorias ligadas diretamente ao mercado brasileiro, segundo disse o sócio-gerente Mark Leddy, em um comunicado oficial, ainda em novembro, quando a banca anunciou a intenção de ter um posto no Brasil. Vinte e cinco dos seus profissionais são fluentes em português e operam na sede da banca em Nova York. Com a abertura do posto em São Paulo, a Cleary passa a empregar em torno de 100 advogados voltados exclusivamente para transações na América Latina.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 24 de agosto de 2011, 19h18

Comentários de leitores

3 comentários

Exame da OAB é Constitucional

LEONARDO C. (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

Prezado Bacharel,
Sugiro estudar e praticar com as questões... Assim, quem sabe um dia, você passa.

Inoperante

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Sabemos que a OAB, que na verdade é dirigida pelas grandes bancas de advocacia. É contra o ingresso de bancas estrangeiras e certamente vai adotar as providências visando impedir as atividades do novo escritório. Fato é que a Ordem se encontra tão desgastada, desorganizada e inoperante, atendendo-se aos interesses pessoais ou profissionais dos ocupantes de cargos e funções, que parece não conseguir se organizar contra seu maior inimigo no momento, que é a chegada de novas bancas.

Escritório americano Cleary Gottlieb Steen & Hamilton chega

ADEVANIR TURA - ÁRBITRO - MEDIADOR - CONCILIADOR (Outros - Civil)

Pois é, brasileiros, isso sim que é concorrência!!!
E os dirigentes da OAB estão tão interessados em combater os bacharéis que estão tentando entrar no mercado de trabalho, defendendo um exame de ordem inconstitucional.
Enquanto isso, os estrangeiros estão desembarcando no Brasil. Mas, para trabalhar como consultores jurídicos no Brasil, os estrangeiros não necessitam de inscrição na OAB??? Bem, se necessitam isso é fácil de resolver!
Basta dar um dinheirinho para os nobres dirigentes que aprovam rapidinho.

Comentários encerrados em 01/09/2011.
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