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Ética na política

É hora apoiar a faxina moralizadora na esferal federal

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Uma sociedade ética, justa e igualitária tem como premissa a participação vigilante daqueles que a integram. Não preciso aqui destacar o quanto o País se enfraqueceu, ao sofrer ao longo dos anos uma sequência desmedida de impunidades. Pagamos um preço muito alto por isso. Um exemplo é a ineficiência do Estado na oferta de direitos básicos ao cidadão, como segurança, saúde, educação e até justiça.

Nos últimos meses, uma necessária e esperada ‘‘faxina ética’’ vem ocorrendo na esfera federal. Até o momento, foram inúmeras demissões de agentes públicos, ocupantes dos mais altos cargos do Executivo, que teriam usado de sua posição e prestígio para o enriquecimento ilícito às custas do erário público. O que se quer e precisa é de um governo voltado aos interesses do povo e não aos dos partidos políticos, seus indicados e CCs.

Como meio de pressionar contra as medidas adotadas pela Presidência da República, alguns parlamentares da chamada ‘‘base aliada’’, num triste exemplo de desserviço à nação, ameaçam uma greve branca, a fim de estagnar a gestão do país. O que eles escondem? Por que não apoiam as medidas moralizadoras?

Fiéis ao seu compromisso constitucional, a OAB/RS e a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) convocam todos os advogados e advogadas, jornalistas, entidades da sociedade civil organizada e os cidadãos em geral a manterem permanente vigilância, diante do histórico acontecimento que exige a união de todos, em apoio às medidas que vêm sendo tomadas.

A nenhum brasileiro, com ou sem mandato popular, é concedido o direito de silenciar e muito menos agir contrariamente neste momento em que vemos uma necessária ofensiva contra a corrupção desenfreada, esta, sim, comprometedora da segurança e da paz nacional, ameaçadas por identificados setores do Congresso insensíveis aos anseios e ao drama vigente.

A Ordem tem um histórico de defesa dos interesses da sociedade. Teve no passado um papel fundamental e indispensável na defesa e na busca da redemocratização. Hoje, temos outro grande compromisso, que é a manutenção e o aprimoramento da democracia. O inimigo não é mais o totalitarismo de outrora, mas a corrupção que pode corroer a nossa jovem democracia.

Aplaudimos as ações concretas de restauração imediata da dignidade da administração pública brasileira, encorajada pelas manifestações dos eminentes senadores gaúchos que estimulam a população a ver com esperança o enfrentamento moralizador da presidente aos que, de maneira inescrupulosa, tornaram banal o saque ao erário público, verdadeiro escárnio ao povo brasileiro, ordeiro e trabalhador.

Aos cidadãos de bem, cabe a mobilização e o exercício responsável e vigilante de cobrar de seus eleitos um posicionamento condizente com o cargo que ocupam. É preciso mostrar aos oportunistas que a sociedade está alerta para defender o estado democrático de direito.

 é presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio Grande do Sul.

Revista Consultor Jurídico, 22 de agosto de 2011, 12h10

Comentários de leitores

1 comentário

QUADRILHA ESCOLHE OS AFINS

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

QUE FAXINA ? AO QUE ME CONSTA NÃO EXISTE VOTAÇÃO POPULAR PARA O EMPOSSAMENTO DE MINISTRO DE ESTADO CERTO? ISSO SIGNIFICA QUE QUEM COLOCA O SUJEITO LÁ É O PRESIDENTE, NÃO É MESMO ? SE O PRESIDENTE É QUEM ESCOLHE E ESCOLHE MAL, DAS DUAS UMA: OU SABIA QUEM ESTAVA INDICANDO E MESMO ASSIM 'FICOU NA MOITA' ACREDITANDO QUE A ROUBALHEIRA SERIA NA SURDINA, OU, AO CONTRÁRIO, NÃO CONHECIA TÃO BEM O ESCOLHIDO. NAS DUAS SITUAÇÕES A CULPA 'É TODA' DA PRESIDENTE QUER POR TER ACEITO QUEM OS PARTIDOS LHE IMPUSERAM (E AÍ PROVA QUE OS MEIOS JUSTIFICAM OS FINS, I.É., USOU DE TODO E QUALQUER TIPO DE APOIO PARA SE ELEGER , SABENDO QUE DEPOIS TERIA QUE PAGAR A FATURA)OU POR NÃO TER PEITO PARA NEGAR NOMES DE PESSOAS DESONESTAS. EM SE TRATANDO DE QUEM É , ACHO QUE TEMOS TODAS AS ALTERNATIVAS CORRETAS.

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