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Morte de madrasta

Promotoria pede prisão perpétua de menino nos EUA

Uma Promotoria resolveu pedir pena de prisão perpétua para Jordan Brown, agora com 12 anos de idade. Ele é acusado de ter matado sua madrasta Kenzie Houk, de 26 anos, grávida de oito meses. As informações são do jornal The New York Times.

No Estado da Pensilvânia, a lei é uma das mais rigorosas dos Estados Unidos. Se uma criança com mais de dez anos comete um homicídio é tratada pela Justiça como se fosse um adulto. Nos Estados Unidos, existem 2,6 mil adolescentes que cumprem prisão perpétua.

Segundo a denúncia da Promotoria, Kenzie Houk foi morta, enquanto dormia, com um tiro à queima roupa. Com 11 anos de idade, na época, e logo após o crime, Jordan Brown entrou no ônibus que o levava à escola “como se nada tivesse acontecido”, segundo a Promotoria.

O crime ocorreu num pequeno sobrado, no quarto onde o pai de Jordan vivia com a namorada. Na casa também viviam outras duas crianças de 7 e 4 anos, filhas de Kenzie Houk. Agora, o menino vai ser julgado como adulto.

O pai Christian Brown criou sozinho o filho Jordan, depois de ele ter sido abandonado pela mãe. O tiro que matou Kenzie Houk e o bebê, que nasceria dentro de duas semanas, fez com que Christian Brown abandonasse seu emprego na construção civil para dedicar-se em tempo integral à defesa do filho.

Perguntado pela Promotoria sobre a arma que deu de presente ao filho, o pai foi taxativo em seus argumentos. “Se a pergunta é se me arrependo de lhe ter comprado uma arma? Não. Recebi a minha primeira arma exatamente quando tinha 11 anos de idade”. Mas, segundo a família da vítima, alguns meses antes do crime Jordan teria contado aos primos sobre a intenção de matar a madrasta por ciúmes.

Christian nega que o filho tenha cometido o crime ou que tivesse sequer feito ameaças de morte por ciúmes da gravidez da madrasta.

Revista Consultor Jurídico, 31 de março de 2010, 7h25

Comentários de leitores

5 comentários

Brasil: Paraiso dos criminosos?

Antonio de Assis Nogueira Júnior (Serventuário)

São Paulo, 1º de abril de 2010.
Senhor Diretor:
A Justiça foi feita! É preciso, sim, condenar os criminosos de todas as faixas etárias. Alguns Estados americanos estão de parabéns (Prisão perpétua por tratar-se de criança homicida; se adulto, mereceria a pena de morte). E o Brasil? Sem comentários. Estamos sendo "massacrados" (física, psíquica, emocional etc.) diariamente pela nossa barbárie tupiniquim e os sobreviventes estão com muito medo e indefesos e impotentes "diante e dentro" desta selvageria sem limite. E no Brasil? Sem comentários. Estamos condenados a prisão perpétua como familiares das vítimas. Às vezes também sofremos da pena privada instantânea de morte (Sem defesa, contraditório, devido processo legal etc.)ou pelo civil ou pelo policial(aliás, o policial tem licença para matar?) É o Brasil?! O esconderijo perfeito e acabado de toda espécie de criminosos! Basta de expor tanta realidade. Os defensores dos homicidas comodamente aprenderam a negar a vida dos outros. Vítimas, ora vítimas. Lei, ora lei... Como as suas vidas estão bem protegidas, esperam calmamente a morte natural, biológica... Os defensores dos homicidas são também cruéis e se recusam a aceitar o humanismo e a dor dos familiares das vítimas. A única compaixão deles é para a vida do assassino seja "de menor", seja "de maior". Agora, basta!
Respeitosamente,
Antonio de Assis Nogueira Júnior
Analista Judiciário do E. TRT/SP - 2a. Região
Bacharel em Direito e Pós-graduado em Direito do Trabalho

Matou, prisão perpétua. Simples e eficiente

E. COELHO (Jornalista)

Alguns acham a notícia absurda, outros aplaudem.
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Matou, não importa a idade do assassino, tem de responder pelo seu crime, cadeia.
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Bandido mirim no Brasil mata e não acontece nada. O Brasil, segundo ao ONU, já superou a marca de 60.000 assassinatos por ano. Isto mesmo, 60 mil !
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A notícia é maravilhosa: Matou, prisão perpétua. Simples e eficiente, pois, este bandido preso não matará mais ninguém.
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É lamantável que os nossos políticos não tenham a coragem de mudar nossas leis para prender os bandidos por longo tempo, sejam eles maiores ou mirins.
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É mais lamentável ainda, que a população tenha se acostumado com a quantidade enorme de assassinatos: 60.000 por ano e continue se preocupando apenas com o BBB, com o campeonato de futebol, com a copa, com as cervejas no final de semana, etc...

Enquanto isso em terras tupiniquins...

Mauricio_ (Outros)

O criminoso por pior que seja é condenado a no máximo trinta anos de prisão, mas já pode pedir progressão e ir para as ruas com ridículo 1/6 de cumprimento de sua pena, sem prejuízo de remir um dia de pena para cada dia trabalhado, ou seja, um verdadeiro paraíso para a criminalidade.
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Sem contar que, quando preso, tem direito a sair do presídio e visitar sua família no Natal, na Páscoa, no Dia das Mães, a receber visitas íntimas e alimentação trazida pelos parentes, ou seja, uma verdadeira piada em qualquer país desenvolvido.
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Quando condenados, nossos criminosos tem direito ao "quinto grau de jurisdição" e a pedir liberdade por excesso de prazo que a própria defesa causou, com uma infinidade de recursos, como se nunca o juízo a quo tivesse capacidade para decidir um processo ou sempre decidisse errado.
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E somos ainda obrigados a ouvir e ler teses jurídicas empoladas como se fôssemos referência e modelo para o resto do mundo.
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Não que eu defenda que uma criança de apenas 12 anos seja condenada a prisão perpétua, mas se lá nos Estados Unidos eles erram pelo excesso aqui no Brasil nos erramos no outro extremo, pelo laxismo e pela omissão.

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