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16 março 2010
Nada de imagem
Júri do caso Isabella não pode ser filmado
O 2º Tribunal de Júri do Fórum de Santana negou o pedido feito pela Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (Acrimesp) para a filmagem do julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, marcado para a próxima segunda-feira (22/3). Eles são acusados de matar a menina Isabella, filha de Alexandre Nardoni.
Apesar de reconhecer a importância da Acrimesp, o juiz responsável pelo júri decidiu negar o pedido, assim como já havia procedido em relação a solicitações semelhantes feitas por outras entidades e meios de comunicação. Segundo o presidente da Acrimesp, Juan Carlos Müller, o objetivo maior do pedido é difundir o júri para os alunos da Escola de Advocacia Criminal da associação. Para ele, o Tribunal do Júri é um exemplo nobre, didático e valioso que se pode transmitir aos estudantes e aos advogados, "já que se constitui em matéria rica em ensinamentos sobre a prática da advocacia criminal".
O Júri popular do casal foi confirmado há quase um ano pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Por unanimidade, os três desembargadores da 4ª Câmara Criminal do TJ-SP rejeitaram pedido dos advogados de defesa para anular a sentença de pronúncia, dada também pelo juiz Maurício Fossen.
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá respondem por homicídio doloso triplamente qualificado e por fraude processual (alteração da cena do crime). Eles estão presos desde maio de 2008 e até e agora o casal já teve negado pelo menos 11 pedidos para responder ao processo em liberdade.
Para o Júri, a defesa convocou 20 testemunhas. A maioria que irá depor pela defesa é de técnicos. Entre eles estão policiais que investigaram o caso, peritos e um ex-advogado do casal, Rogério Neres de Souza. O advogado do casal Nardoni, Roberto Podval, pretende desqualificar o trabalho da polícia e da perícia. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SP
Revista Consultor Jurídico, 16 de março de 2010
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Comentários
Comentários de leitores: 8 comentários
Sou Grato
...no mais, revendo o assunto proposto, creio que o Dr. Sergio Montovani tenha razão...nessa parte dos jurados cientes da publicidade... quem sabe preservar a imagem e nomes dos Jurados....mas tal comentário me fez refletir....
Otavio
Ninguém disse
O problema é ...
Por outro lado, também nao vejo problema nenhum em transmitir o Juri ao vivo e a cores. O problema está - com todo o respeito à imprensa - no fato de que aqueles participarão do Plenário servindo ao Conselho de Sentença (jurados) já irão, muito possivelmente, creio eu, com a sua opinião formada pelo que será divulgado (relembrado) pela mídia. Aí sim haverá uma grande diferença de armas durante o debate.
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