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Mandato-tampão

Eleição ao governo do DF terá sete candidatos

A Câmara Legislativa do Distrito Federal impugnou, nesta terça-feira (13/4), duas chapas inscritas para eleição indireta ao governo distrital. Após reunião da Mesa Diretora, foram rejeitadas as candidaturas do PRTB e PSL, que não entregaram a tempo a documentação exigida. A informação é da Folha Online.

No total, sete candidatos concorrem à eleição indireta. São eles: Aguinaldo de Jesus (PRB), Luiz Filipe Coelho (PTB), Antonio Ibañez Ruiz (PT), Rogério Rosso (PMDB), José Messias de Souza (PC do B), Nilton Reis (PV) e Wilson Lima (PR). O DEM e o PSDB não apresentaram candidatos.

Os deputados distritais decidiram flexibilizar as regras para o pleito que acontece no sábado (17/4). Pelo acordo, qualquer chapa que estivesse em situação regular para eleição de outubro poderia concorrer ao mandato-tampão de governador. "A eleição indireta é uma situação nova, que ninguém tinha como prever. Consultamos o Ministério Público, o Tribunal Regional Eleitoral e a Procuradoria da Câmara e decidimos flexibilizar as regras", afirmou o presidente da Câmara Distrital, deputado Cabo Patrício (PT).

No primeiro prazo dado para inscrição das chapas, dez coligações apresentaram candidatos. Todos os partidos apresentaram irregularidades, que foram corrigidas. Além da impugnação de PRTB e PSL, o PSDC desistiu de concorrer. O novo governador do DF será escolhido pelos 24 deputados distritais, depois que o ex-governador José Roberto Arruda foi cassado. O escolhido comandará o governo do DF até o fim do ano.

Segundo o presidente da Câmara, Arruda não influenciará nas eleições. "Ele não tem mais o poder que tinha, não tem mais o governo e não tem mais base aliada", disse Cabo Patrício. Das sete chapas, cinco partidos têm representantes na Câmara Legislativa.

Revista Consultor Jurídico, 14 de abril de 2010, 8h22

Comentários de leitores

1 comentário

Presente inesquecível à Capital Federal !!!

Raphael F. (Advogado Autônomo)

Brasília, com sua independência político-administrativa concedida pela CF88, se tornou verdadeiro berço de pilantras quando o assunto é política, com raríssimas exceções. São meliantes assumidos que não largam o osso do mandato legislativo; suplente que embarca em vôo 'non-stop' do Presídio da Papuda para a Câmara Legislativa, de modo a abocanhar a sua cadeira e suas conseqüentes imunidades; ex-governantes ostentando bezerras e cavalos de diamante; leis negociadas (vide PDOT/09) como se negocia o quilo da banana em feira; etc. Enquanto isto o Distrito Federal padece deste câncer maligno. A população do Distrito Federal não precisaria de encher cada vez mais os bolsos dos planos de saúde se não fosse ocupação em massa promovida por ex-governantes, que ignorou qualquer área de proteção ambiental ou pública, por pessoas de outras unidades da federação. A saúde pública e a educação no DF seria exemplar, mas diariamente a sociedade brasiliense se depara com ambulâncias oriundas de outros estados. É mais fácil para as Prefeituras investir em ambulância, motorista e óleo diesel para despejar seus doentes em Brasília a arcar com os custos e responsabilidades em seu Município. Hoje o Distrito Federal mais parece uma colcha de retalhos. Cada um quer um pedaço de terra para amanhã vender para tomar cachaça e retornar à fila ou promover mais invasões. Qualquer chuva é suficiente para formar poças d'água em vias do Plano Piloto (centrão de Brasília para quem não conhece) ou interromper o fornecimento de energia. A companhia prestadora de energia, segundo a mídia, foi a mais multada pela ANEEL no último ano. O fechamento da Câmara Legislativa do DF seria o maior e melhor presente da Capital Federal em seus 50 anos. Mas ainda assim Brasília é espetecular. Amo-a!

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