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25 novembro 2009
Politicamente incorreto
MPF pede multa a Requião por declarações sobre gays
O Ministério Público Federal entrou com ação na Justiça Federal pedindo que o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), seja multado em R$ 250 mil por declarações depreciativas aos homossexuais dadas no programa Escola de Governo, da Televisão Educativa do Paraná. A informação é do portal G1.
Falando no programa no fim de outubro, o governador, de maneira jocosa, relacionou o câncer de mama a passeatas gay. Na ocasião, Requião anunciava o pronunciamento do secretário da Saúde do estado, Gilberto Martin, que falaria sobre ações para o controle de câncer. "A ação do governo não é só em defesa do interesse público, é da saúde da mulher também. Embora hoje câncer de mama seja uma doença masculina também, né? Deve ser consequência dessas passeatas gay", disse Requião.
Para o MPF, a frase foi “absolutamente preconceituosa contra os homossexuais, com nítido caráter homofóbico”. À época, o governador divulgou nota afirmando que tinha a intenção de fazer um alerta sobre os "riscos que o abuso de hormônios femininos, com fins terapêuticos ou estéticos, representam para a saúde".
O MPFaproveitou a oportunidade para criticar a incontinência verbal do governador. Acusou Requião de ridicularizar e constranger o pesquisador Lauro Akio, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Ao comentar pesquisas sobre o trigo, o pesquisador teria reclamado da falta de pessoal na instituição. Em resposta , o governador o chamou de "gafanhoto" e "kung fu", segundo o MPF.
Ainda segundo o MPF, a Justiça já proibiu Requião de usar indevidamente a programação da Rádio e Televisão Educativa do Paraná, sob pena de multa. O órgão informa que foram aplicadas quatro multas a ele, no total de R$ 850 mil, por descumprimento da decisão.
Revista Consultor Jurídico, 25 de novembro de 2009
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Comentários
Comentários de leitores: 1 comentário
MP deveria cuidar do que é importante!
Acredito, piamente, que existe inúmeros outros assuntos que o MP deveria se ocupar. Compelir o estado a prover segurança, saúde, educação, e outros direitos básicos do cidadão.
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 03/12/2009.