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Negócios com direito

Escritório paulista foge da crise com preços menores

Por 

Dr. Alberto Muray Neto; Dr. Geraldo C. Meirelles Freire; Dr. Paulo Roberto Murray - Sócio Fundador; Dr. José Luiz Cabello Campos. - Luiz Mello Machado

Em seu aniversário de 35 anos, o escritório Paulo Roberto Murray Advogados comemora a sua frutífera passagem pela crise econômica mundial. Especializado em dar suporte para empresas estrangeiras que chegam ao Brasil, a banca tem ganhado novos clientes nos últimos meses. A preferência pode ser explicada tanto pelo atrativo dos preços mais baixos que os dos grandes escritórios, quanto pela esforço de apresentar no exterior as vantagens de investir no mercado brasileiro.

As empresas estrangeiras de médio porte atualmente são o principal foco de atuação do escritório, que ao longo dos anos acabou se tornando full service. Segundo Alberto Murray Neto, sócio do escritório e filho de Paulo Roberto, como os grandes escritórios brasileiros não costumam atender empresas estrangeiras de médio porte, a banca fez desse setor o seu nicho. Há ainda a questão dos preços. Clientes dos grandes estão migrando, por conta da crise, e como a estrutura do Murray é menor — tem cerca de 30 profissionais — os honorários podem ser menores. O escritório tem nove sócios. Na foto, das esqueda para a direita, os sócios Alberto Murray Neto, Geraldo C. Meirelles Freire, Paulo Roberto Murray e José Luiz Cabello Campos.

No começo, em 1974 em São Paulo, a especialidade era Direito Comercial. Com o aumento da complexidade dos litígios e da necessidade das empresas, novas áreas de atendimento foram criadas. As já existentes, expandidas.

Paulo Roberto Murray correu o mundo para falar sobre investimentos no Brasil, “dos lugares mais comuns aos mais distantes”, de acordo com o filho. Mais de 35 países foram visitados pelos advogados do escritório. Segundo Alberto, apesar da ditadura militar, dos voos menos frequentes e da maior dificuldade de comunicação, o Brasil já nos anos 1970 despertava interesse dos investidores estrangeiros, atraídos pelo Milagre Econômico. Paulo Roberto, formado em 1961 pela USP, fala inglês e espanhol.

A base de tudo o que o pai sabe hoje aprendeu com o grande Pinheiro Neto. “Ele foi o grande formador de diversos escritórios brasileiros. Pinheiro Neto foi quem realmente tornou os escritórios capazes de atender grandes empresas”, disse Alberto Murray.

José Martins Pinheiro Neto formou-se em 1938 pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco da USP. No início da década de 40, trabalhou como comentarista da seção brasileira da BBC de Londres, transmitindo toda semana informações sobre a II Guerra Mundial. Em 1941 voltou ao Brasil para trabalhar no escritório do pai. No ano seguinte, fundou o seu próprio escritório, que se tornou o modelo de organização empresarial de na advocacia brasileira. Continua sendo uma das maiores sociedades de advogados do país.

Perspectivas

Entre os clientes internacionais estão o governo de Quebec, o laboratório especializado em genéricos Apotex e o fabricante de hardware para redes de informática e banda larga SMC Networks. O escritório também atende muitas empresas brasileiras de médio e grande porte, em todos os segmentos da economia. A área de agronegócios está aquecida. Muitos grupos nacionais têm investido em terras para agricultura.

O número de due diligences nestes primeiros meses do ano aumentou. O Murray teve de contratar três especialistas em fusões e aquisições para dar conta da demanda. É que este trabalho tem demandado maior tempo de dedicação.

Alberto conta que o escritório nos próximos dias um grande grupo no setor de papéis está chegando ao Brasil, com a consultoria da banca. Segundo ele, no final de 2008, cinco negócios de joint ventures estavam em andamento. Todos eles foram paralisados, por conta do “susto” criado pela crise. No mês passado, três empresas retomaram os trâmites para a compra de empresas no país. “O dia-a-dia das empresas segue”, diz Alberto. Mas observa que os grandes negócios tendem a diminuir em todo o mundo.

A média de idade dos profissionais da sociedade é de 35 anos.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 1 de maio de 2009, 5h30

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