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Preço da toga

Compra de votos agita eleição para o quinto em AL

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  A seccional alagoana da Ordem dos Advogados do Brasil enviou ofício à Polícia Federal nesta sexta-feira (16/1) pedindo para que seja apurada a denúncia de que candidatos à vaga no Tribunal de Justiça pelo quinto constitucional da advocacia estariam comprando votos para obter a indicação. A acusação sobre a comercialização de votos foi feita pelo advogado Tutmés Auran, um dos candidatos que concorre à vaga.

Tutmés entregou ao superintendente da  PF de Alagoas, José Pinto de Luna, o que diz serem provas da compra de votos por parte de dois candidatos à vaga. O superintendente da Polícia Federal em Alagoas já recebeu ofício da OAB sobre o caso e vai instaurar inquérito. Segundo Tutmés Ayran, entre as provas, está a confissão de um advogado que admite ter sido procurado para negociar seu voto. Ayran sustenta que os candidatos estavam ofertando, sobretudo a “advogados inadimplentes”, o pagamento da anuidade de R$ 450 cobrada pela OAB em Alagoas.

Em nota oficial, o presidente da OAB local, Omar Coêlho, sustenta que, apesar do escândalo, a eleição vai acontecer na próxima segunda-feira (19/1). A OAB informou também que tentou apurar a denúncia, mas Tutmés Ayran não compareceu à reunião marcada para a tarde de quinta-feira (15/1) pela vice-presidente da seccional, Rachel Cabús. Tutmés Ayran levou as acusações para uma emissora de rádio de Maceió.

A OAB de Alagoas sustenta que não há como ligar os últimos pagamentos feitos pelos advogados inadimplentes às eleições para o quinto. A eleição do quinto ocorre na próxima segunda-feira (19) com a participação do candidato Paulo Newton, cuja candidatura foi cassada. Newton voltou a concorrer mediante decisão tomada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 16 de janeiro de 2009, 15h20

Comentários de leitores

2 comentários

Alhos com bugalhos

César10585 (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Não devemos misturar atos praticados por Advogados que não honram a profissão com o Quinto Constitucional que é indispensável para que o Judiciário tenha Julgadores que conheçam o "outro lado" e não seja formado apenas por aqueles que nunca tiveram contato com o "real".
Aliás, se tais fatos forem motivos para acabar com o Quinto então vamos acabar com o Judicário porque os jornais estão cheio de denúncias de Juízes (agora é no Maranhão), Desembargadores e Ministros que vendem sentenças e votos.

Motivos fartam

Edmundo (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

O fartam do título é no sentido de "ser em grande quantidade; ser bastante" e não no sentido caipira de "farta" (faltar).
Mais um motivo para a extinção do "quinto constitucional" daqueles que, não têm condições de ingressar na Magistratura pela porta da frente, por intermédio de concurso, nutrem a esperança de nela ingressarem pela porta dos fundos.
Qual será o futuro da Magistratura Alagoense se, se veraz o fato, o pretenso autor da tentativa lograr seu (in)sucesso?
Pelo fim dos quintos.

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