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Alta credibilidade

Pesquisa mostra que 73% confiam na Justiça Eleitoral

Urna Eleitoral - por Tribunal Superior Eleitoral - BrasilA Justiça Eleitoral foi avaliada como uma instituição de credibilidade por 73% dos entrevistados em pesquisa feita pelo Instituto Nexus. Esse é o melhor resultado desde o início da pesquisa em 2004. Em seguida aparece a Polícia Federal, com 67%, e o governo federal, com 65%. Segundo o levantamento, a urna eletrônica é aprovada por 97% do eleitorado.

“A urna vem sendo aperfeiçoada e possivelmente o climax desse aperfeiçoamento seja a tecnologia biométrica de coleta de votos, que vem sendo objeto de implantação gradual”, afirma o ministro Carlos Britto, presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Dos que consideram que a Justiça Eleitoral tem credibilidade, 44% confiam totalmente nela e 41%, confiam em parte. Os dados mostram que os eleitores que mais confiam na Justiça Eleitoral são os moradores da região Norte, com mais de 70 anos e com ensino médio ou superior. Por outro lado, os mais desconfiados são os moradores da região Sudeste, analfabetos e que não se lembram da campanha de esclarecimento feito pela Justiça eleitoral à epoca das eleições municipais do ano passado. Segundo a pesquisa, o resultado está relacionado com a organização eficiente da eleição.

O estudo revela que 83% dos eleitores consideram como atributo importante para a escolha de um candidato o fato de ele não ter comprado voto, 82% observaram se o candidato não tinha pendência judicial e 81% avaliaram ser importante a não utilização do caixa dois durante a campanha.

Ainda segundo o instituto, 90% dos entrevistados não relataram qualquer dificuldade para votar com a urna. Em 2006, o número era de 88%. Os eleitores que mais sentiram dificuldade para votar foram os mais jovens, entre 16 a 18 anos (13,5%) e os com mais de 50 anos (30,4%), os analfabetos (16%) e os com escolaridade fundamental (20,8%). “A urna eletrônica afirma-se como uma unanimidade nacional”, diz o sociólogo Rodrigo Mendes Ribeiro, diretor do Instituto Nexus.

O estudo também demonstra a força da Campanha de Esclarecimento ao Eleitor, veiculada na televisão e no rádio de julho a outubro do ano passado. A pesquisa revela que 39% dos eleitores se sentiram muito motivados a votar após assistirem a campanha. Já 33% dos consultados pela pesquisa ficaram razoavelmente animados a votar. A campanha incentivou mais os homens (40,80%) do que as mulheres (38,10%) e causou mais motivação entre os eleitores de 30 a 39 anos (43%) e de 60 a 69 anos (41,90%). 

Dos entrevistados na avaliação, 83% dos eleitores afirmaram que estavam bem informados sobre as eleições no momento de votar. Outros 11% disseram que estavam razoavelmente informados e 5% mal informados. Na Região Norte, 91,90% dos eleitores afirmaram estar bem informados ao votar, seguidos dos eleitores do Centro-Oeste (84,70%) e Sudeste (83,70%). No Sul, 9,10% dos eleitores admitiram que estavam mal informados sobre o pleito no instante do voto. Homens e mulheres que se disseram bem informados foram, respectivamente, 84,80% e 81,70%. 

A pesquisa, encomendada pelo TSE para avaliar a campanha Vota Brasil 2008, abrangeu 26 estados, ficando de fora apenas o Distrito Federal, onde não há eleições municipais. Foram entrevistadas duas mil pessoas entre 18 e 24 de novembro do ano passado. De acordo com o instituto, a margem de erro da pesquisa é de 2,2%.

Revista Consultor Jurídico, 16 de janeiro de 2009, 6h41

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