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24 fevereiro 2009
Exame de Ordem
Faculdades do Rio foram as que mais aprovaram
As universidades particulares fluminenses Estácio de Sá e Cândido Mendes foram as que mais habilitaram bacharéis em Direito para o mercado de trabalho. No último Exame de Ordem Unificado concluído em 2008, as insituições aprovaram, juntas, 1.147 ex-alunos, 9% do total de aprovados. São Paulo e Minas Gerais não participam do exame unificado.
Apesar da grande massa de aceitos, o desempenho das faculdades não foi bom. As duas instituições tiveram em média 30% de aprovação, ou seja, menos da metade dos alunos que fizeram o exame obtiveram êxito. Na Estácio de Sá, foram 2,4 mil inscritos para a prova e apenas 834 aprovados. Na Cândido Mendes, 942 prestaram o exame e 313 passaram.
Segundo a presidente da Comissão Nacional de Exame de Ordem, Maria Avelina Imbiriba Hesketh, essa percentagem, de 30%, é a média de aprovação nacional. “Apenas as faculdades públicas e algumas instituições tradicionais ultrapassam os 50%.” É o caso das duas faculdades públicas do Rio, a Universidade Estadual (UERJ) e a Federal (UFRJ), que aprovaram mais de 70% dos alunos que fizeram a prova. A UERJ foi a que teve o melhor desempenho: dos alunos que fizeram o exame, 79% foram aprovados.
O atual chefe do Departamento de Direito Civil da UERJ e vice-reitor na gestão de 2004/2008, Carlos Edison Rêgo Monteiro, acredita que alcançar os 79% de aprovação é um reflexo da escolha de alunos e professores. No seu entendimento, a capacidade de preparação do aluno já é testada no vestibular, quando o aluno concorre a uma vaga com mais nove pessoas.
Já o conhecimento jurídico, diz ele, deve ser testado durante a graduação, e não somente as vésperas do Exame de Ordem. “No decorrer dos cinco anos, o aluno deve ser preparado para o mercado. A aprovação reflete o período de ensino”, afirma.
Maria Avelina chama atenção para o fato de existirem vestibulares que não selecionam bem os estudantes. “O jovem faz uma simples redação e pronto, já está na faculdade. Ele é aprovado, não foi bem preparado, chegou com deficiências de ensino médio, mas a faculdade vai aprovando para o próximo ano porque precisa manter esse privilégio de aprovar. Mas o verdadeiro resultado é revelado no Exame de Ordem.”
Peso do Rio
A OAB no Rio de Janeiro foi a seccional que teve o maior número de alunos na disputa do Exame de Ordem Unificado 2008.2. Foram quase 8 mil presentes e 2,4 mil aprovados.
Na lista de faculdades que mais aprovaram nesse exame, quase não aparecem as públicas porque a maior parte dos alunos se formou no final do ano de 2007 e foi aprovada no primeiro exame de 2008. Segundo dados do primeiro Exame de Ordem de 2008, a média de aprovação das faculdades públicas foi de 80%. No Rio, a situação é um pouco diferente. Uma boa parte dos alunos faz a prova no meio do ano porque uma liminar permite que alunos no último semestre façam já o exame.
A tabela abaixo considera apenas as faculdades que tiveram mais de 100 alunos inscritos para o exame. Para ver a lista com 332 instituições, clique aqui.

Larissa Garcia é repórter da revista Consultor Jurídico.
Revista Consultor Jurídico, 24 de fevereiro de 2009
Comentários
Comentários de leitores: 7 comentários
EXAME DE ORDEM
Infelizmente os cursos "caça-níqueis" criaram milhões de bacharéis que se formaram estudando muito pouco e isso gerou um vício em não estudar, colocando-os à margem do conhecimento jurídico, que é avaliado pela Ordem apenas uma vez, ou seja, NO EXAME DE ORDEM.
O ensino público não é melhor. Melhor são os alunos, pois são selecionados, o que não ocorre na maioria das faculdades "caça-níqueis" do nosso país.
Uma pessoa que entra ano, sai ano, continua reprovando reiteradamente no exame de ordem, deveria sim, ser obrigada a fazer uma nova faculdade, pois não há razão lógica para tanta reprovação. Eu sentiria vergonha de um filho assim...
Dia 12/02/09, salvo engano, o Min. Marco Aurélio arquivou uma ADPF movida por um bacharel em direito.
Não se trata nem da ilegitimidade, mas sim de incapacidade postulatória, e essa é a razão para que a OAB impeça que esse tipo de gente advogue, pois nesse caso, graças à Deus, o tal bacharel não estava lidando com pretensão alheia.
Os cursos jurídicos formam bacharéis em Direito e a advocacia é uma das profissões que podem ser seguidas por esses bacharéis, desde que preencham o requisito legal, que é a inscrição nos quadros da OAB, depois de serem examinados. Simples assim!
Matéria não confiável
Diversas instituições que aprovam mais que as faculdades privada mencionadas sequer foram lembradas.
Matéria não confiável.
Manchete tenta iludir
Aqui em Sâo Paulo, a UNIP tentou utilizar o mesmo método para "pescar" possíveis alunos: diziam, em letras garrafais, ser os que mais aprovavam, só no rodapé, em letras miúdas, é que dizem que se tratava de análise absoluta.
Foi isso que levou a seccional de Sâo Paulo a deixar de publicar o ranking das melhores faculdades.
Fico imaginando o sofrimento dos mais 60% REPROVADOS das particulares do Rio.
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