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27 dezembro 2009
Caso Sean
Pai de Sean afirma que permitirá visita de avós
A família brasileira do menino Sean Goldman, de 9 anos, recebeu uma mensagem de texto do celular dele, escrito “cheguei”, após quase 48 horas depois dele partir para os Estados Unidos com o pai biológico, David Goldman. A informação é do advogado da família Bianchi, Sérgio Tostes, segundo o site G1.
E a avó materna do menino, Silvana Bianchi, confirmou neste domingo (27/12) que em seguida recebeu uma mensagem de voz no celular, dizendo "Nona, cheguei aqui. Tô muito feliz. Um beijo, tchau". Segundo ela, a voz de Sean era muito chorosa. Ambas as mensagens foram através do celular de David, informou ela.
"Cada dia que passa estou pior. A irmã dele passa o dia inteiro chamando o irmão. Ela passa porta do quarto dele chama ele", disse Silvana. Ela contou que pretende visitar o neto assim que a Justiça permitir.
Sean seguiu para Orlando na manhã de quinta-feira (24/12), depois de uma longa disputa judicial entre as duas famílias pela sua guarda. As mensagem de celular, de acordo com o a avó, teriam chegado na sexta-feira (25/12).
Segundo Tostes, a avó materna do menino, Silvana Bianchi, já ligou “inúmeras vezes” tanto para o celular que Sean levou do Brasil, quanto para o de David, mas ambos estão sem sinal. Ele afirmou que irá acionar o Ministério das Relações Exteriores nesta segunda-feira (28/12), para tentar contato com Sean e também negociar a visitação da avó nos Estados Unidos.
“O ministério tem a obrigação de atender brasileiros que estão fora do país. Não vou falar com a embaixada brasileira em Washington, vou direto no ministério”.
Em entrevista concedida à rede de TV norte-americana NBC, que fretou o avião para levar pai e filho para os Estados Unidos, David Goldman disse que, "com o tempo", vai permitir que a avó de Sean o visite nos Estados Unidos: "Vai levar algum tempo, mas não vou negar a ela e a ele se encontrarem", disse Goldman.
Revista Consultor Jurídico, 27 de dezembro de 2009
Comentários
Comentários de leitores: 16 comentários
Justiça Tupinikim
Em cinco anos quase "legalizam" o sequestro!
Senhor Diretor:
Não há quase mais nada para comentar, pois os ilustres comentadores já o fizeram. Porém, uma última indagação: a criança não ficou, mutatis mutandis, em CÁRCERE PRIVADO durante cinco longos anos? (E com o aval da própria Justiça brasileira!).
Mais uma vez cumprimento e parabenizo o Eminente Ministro Gilmar Mendes pela Decisão de tentar mostrar o Brasil como país sério, mesmo que seja episodicamente. E também por consignar na Decisão proferida o tumulto processual provocado pelos Advogados, sem esquecer que a criança estava sob o controle de famosa familia de Advogados cariocas.Respeitosamente,
Antonio de Assis Nogueira Júnior
Analista Judidiciário do TRT/SP - 2a. Região -S.Paulo
Dna.Silvia,
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