Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Só amostragem

Presidente do TJ-MT omite verbas de parentes ao CNJ

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Mariano Travassos, em consulta feita junto ao Conselho Nacional de Justiça, omitiu nomes de parentes em lista que apresentava servidores "beneficiados com pagamentos de diferenças salariais" na gestão do desembargador Paulo Lessa, de 2007 a 2009. A informação é do site Midia News. O presidente do TJ-MT não se manifestou sobre o assunto.

Mariano Travassos não apresentou ao CNJ, no Ofício 1.480/2009, datado em 23 de junho de 2009, o nome de três parentes. Na lista de servidores que receberam recursos referentes a "diferença de incorporação", autorizada pelo ex-presidente desembargador Paulo Lessa, em 23 de dezembro de 2008, estão dois filhos e uma cunhada de Mariano Travassos. O presidente do TJ-MT afirmou, no Ofício 1.480/2009, que os dados apresentados para o CNJ foram "pinçados por amostragem".

Os filhos Leonardo Travassos e Paulo Renato Travassos receberam respectivamente R$ 23.598,47 e R$ 106.104,38. Já a cunhada Suseth Terezinha Metelo Taques Lazarini recebeu R$ 117.758,75. Nessa gestão, Suseth Lazarini foi nomeada por Travassos como diretora-geral do Tribunal de Justiça.

Na lista apontada pelo desembargador Mariano Travassos, aparecem 10 nomes. Entre eles, a mulher, o filho e a cunhada do desembargador Paulo Lessa. A servidora Déa Maria de Barros e Lessa — mulher de Lessa e ex-presidente do Grupo de Ação Social do Judiciário (Gasjud), teria recebido mais de dois milhões. O filho, Fábio Helene Lessa, recebeu R$ 127.813,65 e a servidora Sandra Maria Curvo B. Garcia, irmã de Déa Lessa, recebeu R$ 196.520,64, de acordo com o site.

Revista Consultor Jurídico, 10 de agosto de 2009, 16h34

Comentários de leitores

1 comentário

Quosque tandem,Catilina,abutere patientia nostra?

Cláudio João (Outros - Empresarial)

Amigos: a paciência do homem comum brasileiro está chegando ao seu limite! Aquele que trabalha desde os 15 anos, contribui para a Previdência por 40 anos, paga impostos na fonte, usa plano de saúde e escola privados porque o atendimento público é desastroso, mesmo sendo uma três grandes obrigações do Estado (saúde,esducação e moradia). Os políticos, eu diria na sua esmagadora maioria (vide o episódio das passagens: quem não se locupletava delas em favor de namoradas, amigos, amantes, etc.?), estão numa decadência moral digna do final do império romano. Poder,sexo e corrupção. Quem tem poder para decidir o que pagar, faz isso que a Excelência Sr. Desembargador fez: paga para os parentes de todos da cúpula(ou será cópula?) dos deuses da chuva. E, não são valores pequenos: R$ 100 mil, R$ 200 mil, R$ 1,5 milhão, etc. Um apartamento, uma mansã, na moita, do nada, paga pelo contribuinte. E, ainda omite a informação. Não seria o caso de demissão por justa causa? Ou para beneficiá-lo, aposentadoria compulsória! Doce punição! Senhores, não querendo ser alarmista, ao revés, estamos no limite do estômago e corre o risco de nos rondar, o espectro do aventureiro que nos salvará dessa corja. É um sentimento de impotência que nos afronta, ouvir sir neys, renans, barbalhos, jucás e outros quejandos, descaradamente, imaginando a impunidade, aliados a autoridades com poder, ávidos para rapinar o butim da sociedade, com caras de anjos e dizendo que não temem nada, se as urnas os trazem de volta. Até quando, nosso judiciário será inerte e apenas observador? Quando um aventureiro assumir o discurso de moralidade que o povo está sedento em ouvir? Abraços.

Comentários encerrados em 18/08/2009.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.