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Quiz cultural

Defensoria quer que RedeTV! tire programa de quiz cultural do ar

A RedeTV! e a produtora Interactv viraram alvo de uma Ação Civil Pública. A Defensoria Pública do Distrito Federal quer a retirada imediata do ar do programa Hyper QI. Segundo a Defensoria, o programa “vem lesando vários consumidores em todo o Brasil”, apenas incentivando ligações telefônicas sem fornecer dados sobre quem são os vencedores.

Hyper QI é exibido todos os dias e promove concursos culturais entre os telespectadores. A Defensoria Pública do Distrito Federal alega que “durante o programa, vários apresentadores se revezam no comando da atração e o único objetivo é fazer com o que o telespectador efetue ligações telefônicas para o número designado para que possa supostamente concorrer a prêmios, mas o objetivo do programa é sempre o mesmo: convencer o telespectador a efetuar uma ligação para um número de celular de Curitiba a fim de concorrer a prêmios em barras de ouro após a participação em um questionário cultural".

Segundo a Defensoria, não há qualquer menção ao número de respostas ou de acertos que devem ser obtidos para que se possa concorrer aos prêmios. “Os apresentadores apenas dizem que é necessário que seja respondido o questionário cultural para que o telespectador possa “entrar ao vivo” e responder aos desafios", afirma.

De acordo com os defensores públicos Alexandre Gianni e Antônio Carlos Cintra, autores da ação, vários telespectadores têm reclamado que "ao ligarem para o referido programa, passaram pelo menos 30 minutos respondendo às perguntas do “questionário cultural” sem serem esclarecidos sobre as regras do jogo e que, mesmo tendo um índice de acerto alto, não foram convidados a participar ao vivo”.

Outro aspecto levantado pelos defensores é o fato de não serem informadas ao telespectador as taxas cobradas nem o custo da ligação. “Com isso, muitos consumidores acabam tendo uma grande surpresa aos receber suas contas telefônicas e perceber que foram gastos mais de cem reais apenas com ligações para o programa", sustenta a Defensoria Pública do Distrito Federal.

Revista Consultor Jurídico, 15 de setembro de 2008, 10h15

Comentários de leitores

8 comentários

O mais interessante neste tipo de caso é que so...

Agd (Defensor Público Estadual)

O mais interessante neste tipo de caso é que somente surge a preocupação quanto as "milhares de ações de alimentos, guarda, execução de alimentos, retificação de registro" e com a condição dos "diversos réus presos" quando a Defensoria faz uma ACP. Ninguém se indigna com o fato de a Defensoria ter um orçamento ínfimo perto do que tem o MP e o Judiciário, nem com o fato de existirem no DF três vezes menos defensores do que Juízes e Promotores, situações, estas sim, que fazem com que a população carente brasileira ainda não tenha o pleno acesso à Justiça garantido constitucionalmente. Ademais, tais colocações partem de um pressuposto absolutamente dissociado da realidade que é o de que os hipossuficientes não possuem conta em banco, não tem celular e não assistem TV... O que é um absurdo! Eu já assisti este programa e ele é claramente voltado para as pessoas de parca instrução, que em geral se confundem com aquelas de pior condição financeira. Assim não vejo nenhum desvio de finalidade... Para ser sincero para mim estas colocações não passam de defesas subreptícias de interesses corporativos que de tão mesquinhos não podem ser expostos abertamente.

Concordo plenamente com a Analucia! Com certeza...

diemaled (Estudante de Direito - Civil)

Concordo plenamente com a Analucia! Com certeza existem milhares de ações de alimentos, guarda, execução de alimentos, retificação de registro público, além das penais, com diversos réus presos, abarrotando o sistema carcerário do DF, por exemplo. Faça-me um favor! Creio que tal ação seja atribuição do ProCom... Enfim, a Defensoria Pública está agindo com desvio de finalidade constitucional.

Isso aí vem acontecendo com TODOS OS CANAIS DE ...

Zerlottini (Outros)

Isso aí vem acontecendo com TODOS OS CANAIS DE TV, sem exceção. TODOS eles têm pelo menos UM programa no qual é necessário ligar para um número telefônico, para concorrer a prêmios. Isso está me cheirando a maracutaia da grossa, entre as TV's e as cias. telefônicas. Estamos voltando aos tempos do maldito disque 900? Prestar um serviço digno do nome, as telefônicas não fazem. O meu telefone é da Embratel. Tem hora que telefonam pra minha casa e o telefone não toca. Outra hora, a ligação cai no meio da conversa. Em determinadas ocasiões, a gente só sabe que tem alguém do outro lado porque escuta uns resmungos. A única coisa que funciona é a CONTA, no final do mês. Já reclamei e a própria Embratel reconhece que, na minha área, o sinal não é bom. Então, por que foi que me venderam a MALDITA linha, se já sabiam, de antemão, que não iria prestar? Porque nós estamos num país chamado Brasil, (des)governado por um semi analfabeto, com um congresso de corruptos, onde NADA FUNCIONA e quem paga não tem a quem reclamar. Ô RAÇA!!! Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.

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