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Direção e álcool

Embriaguez ao volante anula seguro de vida, decide STJ

Quem dirigir embriagado, além de sofrer as penalidades da Lei Seca (Lei 11.705), que altera o Código de Trânsito Brasileiro, pode ficar sem o seguro de vida. A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça mudou o seu entendimento ao decidir que a embriaguez passa a ser agravante no risco do seguro. Os ministros rejeitaram o Recurso Especial para manter acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo que excluiu o prêmio de um segurado por conta da embriaguez.

O caso foi levado à 3ª Turma pelo ministro Ari Pargendler. Ele havia aplicado a jurisprudência da Turma segundo a qual a ingestão de bebida alcoólica seria insuficiente para não pagar o prêmio ao segurado. Mas não concordava com esse entendimento.

A maioria dos ministros da 3ª Turma entendia que a indenização era justa ainda que a dosagem de álcool no organismo do motorista estivesse acima do permitido pela legislação de trânsito. Para eles, o juiz deveria analisar caso a caso para saber se o álcool foi causa determinante para o acidente. No julgamento que mudou o posicionamento da Câmara, o segurado tinha uma dosagem de 2,4g/l de álcool.

Para o ministro Pargendler, a regra agora é muito clara: “se beber, não dirija”. Em um dos casos julgados anteriormente, uma pessoa deixou o restaurante onde tinha bebido, levou um amigo para casa e, na volta, sofreu um acidente. A família recebeu o benefício porque o álcool ingerido não foi considerado agravante. Pela decisão da Turma atual, a ingestão de álcool agrava o risco.

“Não foi a aplicação da Lei Seca”, ressaltou o ministro. O processo é anterior à edição da Lei 11.705. A lógica da agravante do risco se respalda no antigo Código Civil, para quem segurado e segurador são obrigados a guardar no contrato a mais estreita boa-fé e veracidade. A seguradora não pode suportar riscos de fato ou situações que agravam o seguro, ainda mais quando o segurado não cumpriu com o dever de lealdade.

REsp 973.725

Notícia alterada às 15h33, de 1º de setembro de 2008, para correção de informação. O texto original dizia que embriaguez pode cancelar o seguro do carro. A informação correta é que pode cancelar o seguro de vida.

Revista Consultor Jurídico, 1 de setembro de 2008, 12h34

Comentários de leitores

6 comentários

Pessoal, Não esqueçam de consultar o site da ...

Linda (Outros)

Pessoal, Não esqueçam de consultar o site da Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB (www.amb.com.br), para ter acesso aos candidatos que respondem a processo, são eles: Aline Côrrea - vice-prefeita do PP com 01 processo Paulo Maluf - Prefeito do PP com 07 processos Gilberto Kassab - Prefeito do DEM com 01 processo Marta Suplicy - Prefeita do PT com 09 processos. "O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons" Martin Luther King

Concordo plenamente com o Dr. Sérgio Niemeyer. ...

toca (Professor)

Concordo plenamente com o Dr. Sérgio Niemeyer. É mais uma truculência do "Tribunal da Cidadania". É o lobby do poder econômico funcionando em detrimento do cidadão. Mas tenho uma sugestão para os incautos: NÃO FAÇAM SEGUROS DE VIDA. VAMOS ACABAR COM O LUCRO FÁCIL DESTAS EMPRESAS QUE LUCRAM ABSURDAMENTE COM O RECEBIMENTO DO PRÊMIO, MAS NÃO QUEREM PAGAR AS INDENIZAÇÕES E, PASMEM, COM O BENEPLÁCITO DA MAIS ALTA CORTE DE JUSTIÇA INFRACONSTITUCIONAL. 'É UMA VERGONHA..."

E o autointitulado "Tribunal da Cidadania", mai...

Efebeeme (Advogado Autônomo)

E o autointitulado "Tribunal da Cidadania", mais uma vez serve ao interesse dos capitalistas... Se se suicidar recebe o seguro, se beber e morrer num acidente nao! As seguradoras devem estar fazendo uma festa agora regada a caviar e champagne, ótimo precedente pra eles, que pode significaar mais alguns milhoes. Nem é preciso comentar mais a decisao, belos comentarios do Dr. Sergio

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