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10 março 2008

Escândalo sexual

Governador de Nova York marca encontro com prostituta

O governador de Nova York, Eliot Spitzer, foi flagrado em um escuta telefônica marcando encontro com uma prostituta de luxo num hotel de Washington no mês passado. A revelação foi feita pelo jornal The New York Times nesta segunda-feira (10/3).

Spitzer ficou famoso como um promotor público que combatia casos de corrupção financeira. Seu apelido era "xerife de Wall Street". Foi eleito governador em 2006 pelo Partido Democrata.

Sua atuação como promotor inclui o desbaratamento de esquemas de prostituição e turismo sexual. Em 2004, ele participou de investigação que terminou com prisão de 18 pessoas ligadas à promoção da prostituição e crimes relacionados.

A gravação foi feita durante investigação de um esquema de prostituição na casa noturna Emperors Club VIP. Segundo o The New York Times, uma ligação revelou que um homem identificado como Client 9 confirmou o plano de levar uma mulher de Nova York para Washington, onde ele havia reservado um quarto de hotel. A fonte do jornal disse que a identidade do Client 9 é o governador Spitzer. O encontro aconteceu no dia 13 de fevereiro.

Na manhã desta segunda, o governador confirmou o envolvimento. Em entrevista coletiva, Spitzer pediu desculpas à família e à população, mas não fez menção a uma possível renúncia.

Com a mulher ao lado, o governador disse que "agiu de forma a violar as obrigações com a família". "Desapontei e falhei ao romper as expectativas que colocavam sobre mim. Devo agora me dedicar a restabelecer a confiança da minha família", afirmou.

Quatro pessoas foram presas na última semana ligadas ao esquema do Emperors Club VIP. O site da casa noturna publica fotografias de mulheres com pouca roupa e rostos escondidos. O site tem um ranking de prostitutas medido por diamantes. As mulheres no topo cobram US$ 5,5 mil (R$ 9,4 mil) por hora de programa.

O líder da oposição na Assembléia de Nova York, o republicano James Tedisco, pediu que Spitzer renuncie ao cargo. Os republicanos são minoria.

Revista Consultor Jurídico, 10 de março de 2008

Comentários

Comentários de leitores: 6 comentários

11/03/2008 08:48 ERocha (Publicitário)
Se fosse brasileiro não tava tendo problemas. M...
Se fosse brasileiro não tava tendo problemas. Mas em um país mais sério acabou por ter problemas.
11/03/2008 01:44 Embira (Advogado Autônomo - Civil)
Há tempo tenho notado que, nos EUA, os grandes ...
Há tempo tenho notado que, nos EUA, os grandes escândalos são sexuais. É difícil ocorrer escândalo que envolva corrupção. É o caso de Clinton com a estagiária; o do ministro que arranjou emprego público para a amante, etc. Lá, essas transgressões sexuais dão Ibope. Aqui, não. Palocci e Renan não foram afastados por causa da “Casa dos Prazeres”, ou do envolvimento desse último com a jornalista. Havia um propósito deliberado de atingir o PT e sua base parlamentar – nada de puritanismo. A imprensa nem se importa com relacionamentos extra-conjugais de governantes. Não estou falando (nem quero) de casos mais recentes, mas, de casos amorosos de Getúlio Vargas e outros governantes pretéritos que agora são, incidentalmente, são levantados.
11/03/2008 00:07 HERMAN (Outros)
Ele estava apenas tentando penetrar na ORCRIN -...
Ele estava apenas tentando penetrar na ORCRIN - organização criminosa. Aqui no BR não é diferente, veja a matéria: http://conjur.estadao.com.br/static/text/32394,1

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