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Transações obscuras

Cruzeiro é condenado a pagar R$ 1,8 milhão para clube do Rio

O Cruzeiro Esporte Clube foi condenado a pagar indenização ao pequeno Goytacaz Futebol Clube, do Rio de Janeiro, no valor de 100 vezes o salário anual do atleta Jussiê Ferreira Vieira. O Cruzeiro negociou o passe do jogador quando ele ainda pertencia ao Goytacaz. Atualmente, Jussiê é atacante do Bordeaux da França. Em valores atualizados, a indenização alcança a cifra de R$ 1,8 milhão.

A decisão foi proferida nesta terça-feira (4/9), pela 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O desembargador Binato de Castro entendeu que no caso cabe o artigo 29 da Lei Pelé, que garante o clube formador o direito de assinar com o atleta o primeiro contrato profissional.

Segundo o advogado do clube da segunda divisão do campeonato carioca, Francisco de Assis Pessanha Filho, Jussiê disse, em 2000, que tinha desistido da carreira de jogador e voltaria a morar com os pais no Espírito Santo. Ele continuava, porém, inscrito como atleta do Goytacaz. No ano seguinte, o pequeno clube teve a desagradável surpresa de assistir Jussiê atuando como atacante do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro. Por isso, o Goytacaz pedia indenização por danos morais e materiais.

Para o relator, o Cruzeiro não foi correto ao utilizar um atleta que ainda estava vinculado a outro clube. A indenização por danos morais serviria para não incentivar tais atitudes de clubes grandes. O desembargador Siro Darlan acompanhou o voto.

Vencida, a revisora Nanci Mahfuz compreendeu que o dano não cabe no caso. “O jogador no Goytacaz elevou o clube como bom formador de atletas”, argumentou. Além disso, o clube não tem os jogos televisionados, o que impediria de saber qual seria a sua projeção para o mercado externo.

Sobre os danos materiais, o relator Binato de Castro entendeu que eles ficaram evidentes nos autos. O desembargador lembra que, pela imprensa, se sabe como é corriqueira esta situação de clubes brigando pelo passe de jogador. Em sua opinião, as transações, muitas vezes nebulosas, são fontes de “negócio lucrativo”.

Para Binato de Castro, a informação dada pelo atleta de que moraria com os pais foi um artifício para ludibriar o Goytacaz. A transferência para o Cruzeiro teria envolvido vultosas transações, já que o time mineiro tinha a intenção de vendê-lo para o exterior.

Segundo o relator, o Cruzeiro serviria como ponto de passagem para valorizar o atacante como ficou comprovado com a transferência milionária ao futebol francês. “Ficou claro o prejuízo do Goytacaz, que poderia ter lucrado com a venda”, anotou o desembargador.

Processo 2006.001.55.592

Revista Consultor Jurídico, 4 de setembro de 2007, 20h00

Comentários de leitores

5 comentários

Isto é a maneira suja dos borrelas administrare...

JB (Outros)

Isto é a maneira suja dos borrelas administrarem, surrupiando outros times e todo este dinheiro da sujeira vão para os seus bolsos e não para o cofre do Cruzeiro. Por isto e outras que são açougueiros. JB. - MG.

FICO MUITO FELIZ EM SABER QUE, O PROFESSOR ZERL...

PCSILVA (Contabilista)

FICO MUITO FELIZ EM SABER QUE, O PROFESSOR ZERLOTTINI, NÃO TORCE MAIS PARA O TIMINHO (SIC) DO CRUZEIRO. PROVAVELMENTE TORCIA PARA O CRUZEIRO, VINDO DE OUTRA AGREMIAÇÃO QUE DEVE TER CAUSADO A ELE DESILUSÃO. GOSTARIA DE SABER PARA QUAL TIMÃO TORCE ATUALMENTE. COM CERTEZA DEVE SER ALGUM QUE OS DIRIGENTES SÃO TODOS PROBOS. AS ATRAPALHADAS FEITAS PELOS DIRIGENTES NÃO PODEM INTERFERIR NO SENTIMENTO QUE SE NUTRE POR UM TIME, DESDE QUE, SEJA SENTIMENTO DE CORAÇÃO. OS DIRIGENTES PASSAM, O TIME NÃO. REGISTRE-SE PORÉM QUE, COM OS PERRELAS O TIME FOI N VEZES CAMPEÃO E HOJE OCUPA POSIÇÃO DE DESTAQUE NO CENÁRIO DO FUTEBOL. VALE AINDA RESSALTAR QUE, EMBORA NÃO TENHA VOTADO NO ZEZE, POIS NÃO MISTURO AS COISAS, O MESMO NÃO SE REELEGEU E NEM PODERIA, POIS TENTOU O SENADO E NÃO A REELEIÇÃO.

Caro Allmirante: e desde quando a "Justiça Desp...

Expectador (Outro)

Caro Allmirante: e desde quando a "Justiça Desportiva" integra o Poder Judiciário??? Trata-se de ação judicial de indenização, e não o julgamento de uma questão administrativa ...

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