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Polícia prende suspeito de matar presidente da OAB de Jacareí

A polícia de Jacareí, interior de São Paulo, prendeu na segunda-feira (16/1) o sindicalista Paulo Ferreira da Silva, suspeito de matar o presidente da subseção da OAB da cidade. O advogado Angelo Maria Lopes Filho foi morto com quatro tiros em 9 de julho de 2005, aos 38 anos, quando deixava seu escritório, no centro de Jacareí.

Segundo a seccional paulista da OAB, houve 15 assassinatos de advogados no ano passado em que se suspeita que o crime tenha relação com o exercício da profissão.

O motivo do assassinato de Angelo, segundo o delegado seccional de Jacareí, Paulo Tucci, seria uma disputa entre um sindicato e a empresa Jacareí Transporte Urbano, que o advogado defendia. O suspeito é dirigente do sindicato Coordenação Nacional de Lutas e teria sido reconhecido por testemunhas do crime. Outro suspeito de participar do assassinato está foragido.

A polícia chegou aos suspeitos, segundo o delegado, investigando os possíveis inimigos de Lopes Filho.“O último caso dele havia sido contra o sindicato. O advogado ganhou liminar para que eles devolvessem cerca de 20 ônibus tomados à força da Jacareí Transporte Urbano durante greve de motoristas e cobradores”, contou Tucci. A arma do crime, um revólver calibre 38, ainda não foi encontrada.

“A decretação da prisão do suspeito de ter assassinado o presidente da subsecção de Jacareí é a resposta das investigações que estão acontecendo com o acompanhamento da OAB de São Paulo. Essa prisão representa um grande passo nas investigações, mas ainda há um longo caminho até o julgamento final e a punição merecida dos assassinos de Angelo”, afirmou Luiz Flávio Borges D’Urso, presidente da seccional paulista da OAB.

No dia 9 de dezembro, D’Urso e presidentes da entidade no Vale do Paraíba se reuniram com o secretário de Segurança de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, para pedir rápida solução do crime. “Naquela ocasião, reiteramos a importância que damos a esta investigação e saímos satisfeitos com o comprometimento do secretário na solução desse crime, que atingiu uma jovem liderança da advocacia e todos os advogados do estado”, disse D’Urso.

Revista Consultor Jurídico, 17 de janeiro de 2006, 16h37

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