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25 abril 2006

Propaganda institucional

TSE nega pedido de suspensão da propaganda da Petrobras

O Tribunal Superior Eleitoral negou pedido do PSDB para suspender a veiculação da propaganda da Petrobras sobre a auto-suficiência do Brasil na produção de petróleo. A decisão foi do ministro Cesar Asfor Rocha, corregedor-geral do TSE.

O ministro também negou o pedido de instauração de um inquérito judicial eleitoral para apurar abuso de poder político e econômico em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o PSDB, na propaganda, a Petrobras afirma ter recebido, nos últimos três anos, um volume recorde de investimentos — R$ 63 bilhões. Diz, também, que “esse destaque ao valor investido nos últimos três anos é uma referência óbvia ao que foi feito no atual mandato presidencial”.

“É notório o empenho que o governo federal e entes paraestatais têm feito na divulgação de seus feitos, com evidente influência na campanha eleitoral que se avizinha. Daí porque está caracterizado o abuso de poder”, sustentou o partido.

O ministro Cesar Asfor Rocha não concordou com os argumentos. “Ao ver e rever detidamente o encarte publicitário de que se cuida, percebe-se, sem nenhuma dúvida, a exaltação, apenas, ao auspicioso intento de ter o Brasil alcançado a sua auto-suficiência na produção de petróleo, com loas, como não poderia deixar de ser, à Petrobrás. Nada mais que isso, sequer insinuação a que tal conquista deve ser lançada apenas ao Governo atual.”

RS 3.316 e 3.535

Revista Consultor Jurídico, 25 de abril de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 1 comentário

26/04/2006 09:12 Bira (Industrial)
Propaganda institucional em ano eleitoral?. Par...
Propaganda institucional em ano eleitoral?. Para pessoas informadas, é um acinte tal merchand, porque demonstra a incompetência de um governo, afinal, crescendo acima apenas do HAITI, assim, dificilmente atingiriamos tal meta. Fica o detalhe que apenas a empresa de propaganda ganhou, comenta-se até que seja Duda Mendonça, sim, aquele do caixa 2 é crime. E para a economia, qual foi o ganho?. Nenhum e pior, as tarifas de onibus estão R$ 0,10 mais caras e a gasolina nas alturas. Ainda assim a propaganda é válida?. Um Brasil de contrastes, aonde o discurso midiático não bate com a realidade da população.

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