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Fonte inocente

Entrevistado não deve ser culpado por erro de repórter

A Justiça de Goiás negou indenização para o ex-parceiro de Zezé di Camargo, Areovaldo Batista da Silva, conhecido como Zazá por entender que a ação foi movida contra a pessoa errada. Ele se sentiu ofendido ao ver publicado em uma revista a informação, , atribuída à mulher de Zezé, Zilu Almeida Godoy de Camargo, de que estaria morto.

A ação de indenização foi apresentada contra a própria Zilu. No entendimento da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás, não era ela quem deveria figurar no pólo passivo, mas sim a revista. O relator, desembargador João Waldeck Félix de Sousa, manteve o entendimento da primeira instância.

Para ele, o fato de a notícia ter sido redigida com verbos impessoais e na terceira pessoa demonstra que não se tratava de reprodução direta das palavras de Zilu, mas apenas uma interpretação. "A própria revista retira a responsabilidade pelo erro, asseverando que a informação foi passada corretamente, mas captada de forma errônea pelo repórter."

Histórico

Zazá entrou com uma ação na Justiça para que Zilu fosse obrigada a lhe indenizar por ter afirmado para a revista Chiques e Famosos, de 16 de junho de 2000, que ele havia morrido. Segundo Zazá, a informação errada lhe causou danos morais e materiais, pois prejudicou sua carreira artística.

Em sua defesa, Zilu alegou que em nenhum momento da reportagem disse que Zazá morrera. A culpa, portanto, seria exclusivamente do repórter, que teria se confundido quando Zilu falou da morte de Emival Camargo, irmão de Zezé e seu primeiro parceiro na dupla. Além disso, ela lembrou que o erro da revista foi corrigido na edição seguinte, com o título "Zazá mais vivo que nunca".


Revista Consultor Jurídico, 1 de novembro de 2005, 18h52

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