NotÃcias
4 janeiro 2005
Morte no litoral
Procurador-geral de SP quer que promotor permaneça na prisão
O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo César Rabello Pinho, começa a ouvir hoje testemunhas que presenciaram o assassinato do jovem Diego Mendes Modanes pelo promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl, na semana passada, no litoral paulista.
O promotor foi preso em Bertioga após disparar contra dois jovens que, segundo testemunhas teriam provocado Schoedl fazendo gracejos com sua namorada. O promotor reagiu à s provocações e disparou 12 tiros contra os rapazes, matando Diego Mendes Modanes e deixando Felipe Siqueira Cunha de Souza gravemente ferido. O crime aconteceu na Riviera de São Lourenço, um condomÃnio de luxo do litoral paulista.
Se depender da vontade do procurador-geral, Schoedl permanecerá preso. Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (3/01), Pinho destacou a necessidade de Schoedl continuar preso, ao menos até que sejam encerradas as investigações.
A defesa de Schoedl deve sustentar a tese de que ele agiu em legÃtima defesa já que, segundo o promotor, o grupo que o provocou teria tentado agredi-lo antes dos disparos.
É possÃvel que Schoedl perca o cargo de promotor substituto de Iguape (litoral sul de São Paulo), já que, além do processo criminal ele poderá enfrentar também um processo administrativo, dependendo do rumo das investigações.
Enquanto isso, o promotor permanece em uma cela especial na sede da PolÃcia Militar em São Paulo.
Revista Consultor JurÃdico, 4 de janeiro de 2005
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