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Classe de luto

Advogado trabalhista morre assassinado em São Paulo

O advogado trabalhista Izaias Francisco Barbosa, de 48 anos, foi assassinado nesta quarta-feira (1/2), às 19h45, quando deixava seu escritório no bairro do Brás (São Paulo, capital). Ele foi morto com vários tiros disparados por dois homens em uma moto. Nada foi roubado.

A filha do advogado, Jaqueline, foi ferida na mão e passa bem. Barbosa atuava como advogado trabalhista na região do Brás, principalmente para os comerciários da região. Ele foi socorrido no Pronto Socorro de Tatuapé, mas não resistiu aos ferimentos. O enterro foi realizado nesta quinta (2/2), às 12h, no cemitério de Ferraz de Vasconcelos.

O presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, lamentou o assassinato do advogado. “Os fatos iniciais levam a crer que o advogado foi vítima de uma execução em decorrência do exercício profissional, o que merece total repúdio da classe, que não se sente intimidada pela violência de que vem sendo alvo” disse.

D´Urso entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do estado e solicitou “empenho e rapidez nas investigações sobre a autoria e motivo deste crime, que mais uma vez deixou de luto a advocacia paulista”.

No ano passado, nove advogados foram assassinados. Tudo leva a crer que o motivo das mortes está ligado ao exercício da profissão. A OAB-SP a formou a Comissão Especial de Acompanhamento de Inquéritos dos Advogados Assassinados, com o objetivo de colaborar na solução dos crimes.

Os advogados mortos no estado foram José Henrique de Lima, em janeiro; Maria Luiza Machado, fevereiro; Silvana Barbosa de Carvalho, maio; Walter de Carvalho, maio; Dorgival Rodrigues dos Santos, junho; Ivan Rosa Ruiz, junho; Claudio Delmolin Oliveira, julho; Rogério Tadeu de Carvalho, agosto; e Cézar Augusto Galvão, agosto.

Revista Consultor Jurídico, 3 de fevereiro de 2005, 13h32

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