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Governo Eletrônico

Projeto tem avanços na investigação policial digital

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As atividades de investigação policial estão entrando na era do Governo Eletrônico, definitivamente. Um forte exemplo disso é o projeto Omega. Trata-se da aplicação da Plataforma Sigma no estado de São Paulo, que, com isso, está dando um passo adiante, em nível mundial, para a construção de um sistema policial mais avançado, tecnológico e eficiente.

Uma das grandes novidades do sistema é que, além do acesso aos dados armazenados em bancos de dados tradicionais, ele também trabalha com informações que estão armazenadas em fontes consideradas como “não estruturadas”, semelhantes a textos livres, isto é, aquelas que não estão em formato de bancos de dados. A grande maioria da informação digital produzida pela humanidade encontra-se em formato “não estruturado” (notícias, documentos textuais, mensagens de correio eletrônico, relatórios, boletins e etc), e seu adequado processamento é fundamental para a tomada de decisão.

Uma importante prova da eficiência e do potencial inovador do sistema Omega é fato de ele ter vencido, recentemente, o III Prêmio Governo Eletrônico da ABEP/MOG, na categoria G2G – Governo para Governo. O motivo da premiação é o reconhecimento de que o pacote tecnológico que suporta o sistema Omega materializa significativas inovações em termos de tecnologia da Informação - TI. Algumas dessas inovações são encontradas no funcionamento dos Alertas Investigativos, dos Alertas Observadores, dos Relatórios Dinâmicos Personalizados e Contextualizados e na Visualização Gráfica de Ocorrências Agrupadas, além do uso de Ontologias para a modelagem de uma sólida Base de Conhecimento, a qual permite que o usuário “converse” com o sistema quando faz as suas buscas por informações.

Mas você quer saber quais são os segredos tecnológicos que realmente fazem o sistema Omega trabalhar com tanta eficiência? Trata-se da Pesquisa Contextual Estruturada – PCE – e da Representação do Conhecimento Contextualizado Dinamicamente – RC2D. São tecnologias inteligentes inovadoras 100% nacionais, desenvolvidas pela equipe de pesquisadores que criaram o Ijuris – Instituto Jurídico de Inteligência e Sistemas – e a Web Intelligence Systems – WBSA.

A PCE e a RC2D são conceitos que gozam de sólido reconhecimento científico internacional, e o seu emprego genérico em atividades de Gestão do Conhecimento recebeu o nome de KMAI – sigla em inglês para Gestão do Conhecimento com Inteligência Artificial. A elas (PCE e RC2D) somam-se outras importantes tecnologias, como a Mineração de Textos (text minig) e o Raciocínio Baseado em Casos, e relevantes conceitos teóricos e empíricos de inteligência policial, que, aglutinados, consolidam um modelo tecnológico denominado de Plataforma Sigma, um produto patenteado por uma empresa totalmente brasileira (WBSA). A Plataforma Sigma, por sua vez, é um modelo genérico de suporte para investigações policiais baseadas em TI, e sua customização para a DIPOL/SP é a essência do Sistema Ômega.

Alguns aspectos são importantes para o desenvolvimento e maturação de tecnologias inovadoras. Um deles é o desenvolvimento de profundos trabalhos de pesquisa que geram novos modelos de informação com valor agregado. Alguns dos trabalhos de pesquisa que fundamentam a solução implantada no Sistema Omega são os seguintes:

-Sistema Olimpo: Tecnologia da informação jurídica para o Conselho de Segurança da ONU (Hoeschl, Tese de Doutorado);

-KMAI, da PCE à RC2D (Ribeiro, Dissertação de Mestrado);

-A investigação criminal na era do governo eletrônico (Castella, Dissertação de Mestrado).

Um outro aspecto importante no processo produtivo desse sistema é o patenteamento das tecnologias geradas durante os processos de pesquisa (de propriedade da empresa WBSA):

-Sistema Olimpo (PCE e RC2D) – Registro INPI 00035554

-KMAI – Registro INPI 00049566

-SIGMA – Registro INPI 00054492

Esta merecida premiação deixa transparecer um importante desejo evolutivo presente na DIPOL/SP. Mas, mais do que isso, evidencia a importância de se utilizar, no Brasil, soluções desenvolvidas e patenteadas em solo nacional. Parabéns para os criadores do Prêmio Egov, que estão consolidando um importante espaço para o estímulo ao desenvolvimento de tecnologia nacional de alto nível. Além disso, o fato chama a atenção para a afirmação do Brasil como exportador de TI de alto nível, eis que nenhum país adotou ou desenvolveu solução similar em suas forças policiais.

Confira os vencedores do prêmio, em todas as categorias:

Prêmio Excelência em Governo Eletrônico

Goiás Digital

Agência Goiana de Administração e Negócios Públicos - GO

Categoria Governo para Governo – G2G

1º Lugar

OMEGA: Sistema de Suporte à Investigação Policial

Departamento de Inteligência da Polícia Civil do Estado de São Paulo - DIPOL

2º Lugar

Assinatura Digital de Decisões Judiciais

Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul

3º Lugar

Integração de Sistemas SERPRO com SG.NET

Empresa de Fomento da Informática do Estado de Pernambuco - FISEPE

Categoria Governo para Cidadão – G2C

1º Lugar

Plataforma Lattes

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) - DF

2º Lugar

Quebrando Paradigmas da Administração Pública – O Caso do DETRAN - PE

Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco

3º Lugar

Ambiente Pedagógico Colaborativo do Portal Dia-a-dia Educação

Secretaria de Estado da Educação do Paraná

Categoria Governo para Negócio – G2B

1º Lugar

Portal BahiaInvest / BahiaExport

Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração do Estado da Bahia

2º Lugar

CADTERC – Sistema de Gestão dos Contratos de Serviços Terceirizados

Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo e PRODESP

3º Lugar

Bolsa Eletrônica de Compras

Secretaria de Estado da Fazenda de São Paulo

Fonte: http://www.premio-e.gov.br/vencedores.htm

 post doc em governo eletrônico professor da UFSC. É também ex-secretario de Geração de Oportunidades de Florianópolis. Especialista em Informática Jurídica, doutor em Inteligência Aplicada e pós-doutor em Governo Eletrônico. Ex-Promotor de Justiça e ex-Procurador da Fazenda Nacional.

Revista Consultor Jurídico, 2 de junho de 2004, 17h50

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