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Domingo, 5 de maio.

Primeira Leitura: empresas brasileiras adiam lançamento de títulos.

Cresce a fila

Mais um banco, o Santander, reduziu a recomendação de compra de títulos do Brasil. Foi a quarta instituição financeira estrangeira em três dias. Mas o mercado mudou. Tanto que, ontem, alguns bancos informaram que mantêm a recomendação de compra. É o caso do Dresdner Kleinwort Wasserstein (DKW) e do Barclays Capital.

Mercado irracional

Segundo Nuno Câmara, analista do DKW para a América Latina, o fato de a taxa de risco do Brasil ter superado a da Venezuela indica que está ocorrendo "um movimento irracional". E foi em virtude da retomada da racionalidade que o dólar fechou em baixa de 0,02%, a taxa de risco caiu 0,11% e a Bovespa encerrou o pregão em alta.

Em busca de dinheiro

O problema é que esse comportamento do mercado terá conseqüências, e a principal delas é a dificuldade para a emissão de papéis brasileiros no exterior. Na quinta, a Petrobras e a Eletropaulo cancelaram seus projetos de emissão de títulos. Ontem, foi a vez da Sanepar recuar. E, neste mês e no próximo, vencem US$ 3,8 bilhões em títulos privados...

Crescimento menor

Resumo da história: entramos em um ciclo de baixa para a economia brasileira: aumenta a taxa de risco, que afeta as emissões, que reduz o fluxo de capitais, que pressiona o dólar, que pressiona os juros, que torna o crescimento ainda mais insignificante.

Palpite infeliz

O presidente do PSDB, José Anibal, fez coro com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, que considerou apenas "precipitadas" as avaliações alarmistas do quadro político brasileiro feitos por bancos estrangeiros. O motivo do alvoroço é a liderança do petista Luiz Inácio Lula da Silva, que está batendo nos 40% nas pesquisas de intenção de voto.

Como é que é?

Cabe repetir a pergunta feita por Primeira Leitura: se fosse mais perto das eleições, então, eles não veriam problema na atitude bancos e corretoras estrangeiros diante da possibilidade de vitória do PT na eleição presidencial?

Assim falou. Amaury Bier

"Estas instituições financeiras têm que aprender com a democracia brasileira, que prevê a alternância de poder."

Do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, reagindo às análises sobre a economia brasileira feitas por instituições financeiras com base nas pesquisas de intenção de voto, lideradas por Lula (PT). Enquanto isso, o titular do ministério, Pedro Malan, limitou-se a considerar "precipitadas" as avaliações dos bancos e corretoras.

Ironias da história

O Estado palestino pode estar muito longe ainda, mas o premiê de Israel, Ariel Sharon, conseguiu fazer de Yasser Arafat, presidente da Autoridade Palestina, um vitorioso. Vejamos: a extrema-direita israelense conseguiu tudo o que queria em suas recentes expedições punitivo-terroristas na Cisjordânia. Dadas as circunstâncias e a despeito da retórica de Washington em favor do Estado palestino, ele está hoje mais longe do que jamais esteve nos últimos 20 anos - quando menos em razão das condições objetivas em que se encontram os territórios que deveriam estar sob o controle da AP, transformado em terra arrasada. Mas uma derrota é certa para Israel: a moral. A suspensão do cerco a Arafat mostrou um líder surpreendentemente remoçado. Apesar dos rumores sobre sua saúde precária, ele mostrava em Ramallah o carisma do líder da resistência de um país ocupado. E ele é justamente isso hoje em dia.

Revista Consultor Jurídico, 5 de maio de 2002, 9h37

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