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Wayback Machine

Maior banco de dados do mundo é uma máquina do tempo na Web

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A Internet sempre teve vocação para ser um gigantesco arquivo sobre os mais variados assuntos. Mas o segundo semestre de 2001 viu surgir serviços que poderiam ser classificados como "meta-Internet": a grande rede arquivando a si própria e falando sobre si mesma.

No dia 11 de dezembro, o Google incorporou aos seus 3 bilhões de páginas os arquivos dos últimos 20 anos da Usenet. São 700 milhões de mensagens, desde 1981, da mais importante rede de grupos de discussão, formando um registro histórico precioso. Neste banco de informações encontram-se pérolas como o anúncio de Tim Berners-Lee's , a respeito de sua "criação" - a World Wide Web -, ou a primeira mensagem de Linus Torvalds sobre o seu "projeto de estimação", o Linux. (Leia o artigo).

Um outro projeto, lançado publicamente em 24 de outubro, é ainda mais excepcional, apesar de não ter sido tão divulgado, pelo menos no Brasil. Trata-se da Wayback Machine (WBM), a máquina do tempo da Web. Em vez de se ler mensagens, teorias ou discussões históricas sobre a rede, pode-se ver sua evolução, de 1996 até hoje.

A WBM forma a maior parte do projeto intitulado Internet Archive, uma espécie de biblioteca da Internet. Assim como numa biblioteca física encontram-se livros, jornais, revistas e outras publicações com datas passadas, no Internet Archive encontram-se sites e páginas classificadas por datas, muitos dos quais já nem existem mais, além de outras formas de conteúdo digital.

Fundada em 1996 por Brewster Kahle, presidente do serviço Alexa www.alexa.com , esta biblioteca virtual espalha-se por vários servidores, formando um acervo de mais de 100 terabytes (100 trilhões de bytes) e mais de 10 bilhões de páginas. A inspiração para o projeto vem da Biblioteca de Alexandria, que existiu na Idade Antiga e, diz-se, dispunha de um exemplar de cada livro publicado naquela época.

Navegar pelo acervo da WBM é excitante. Tente procurar um site que você conhecia há algum tempo e que desapareceu, ou cujo layout mudou (talvez o seu próprio site), e sinta a emoção de encontrá-lo novamente, perpetuado no tempo. Este é o grande trunfo do Internet Archive, e principalmente da Wayback Machine. Enquanto os documentos de papel podem ser preservados por séculos, os dados digitais são voláteis (não é por outro motivo que os backups são tão importantes). E os sites são os que mais mudam.

Você quer ver como era o Uol em 1996, ano em que surgiu o provedor? Confira uma de suas home pages, em 23 de dezembro de 1996. E o Terra, na época em que ainda era Zaz? Veja um exemplo de 12 de dezembro de 1998.

Até InfoGuerra, lançado no final de 2000, quando ainda era um ilustre desconhecido, pode ser visto com o layout anterior, produzido com as limitações gráficas de seu editor (clique em "entrar").

Os exemplos acima podem ser enquadrados na categoria de curiosidade, mas a WBM também possui registros de páginas que hoje estão perdidas nos descaminhos da Web. Você lembra do antigo provedor gratuito Super11.net, desaparecido no segundo semestre de 2000? Era fã de suas colunas Analfabytes, de Honório Pacheco, ou Mondo Charlab, de Sérgio Charlab? Pois você pode acessá-las novamente, clicando nos links em destaque.

Em 1999, o centro de processamento de dados do jornal Folha de Londrina, um dos principais do Paraná, sofreu um incêndio, que destruiu boa parte de seu arquivo eletrônico, incluindo as páginas de seu site. Provavelmente, nem os servidores do jornal possuem mais estas páginas, mas a WBM, sim. As notícias mais antigas registradas pela ferramenta, em 16 de janeiro de 1998, ainda podem ser lidas na Web.

Os pioneiros da Web

A Wayback Machine elaborou sua própria coleção de sites memoráveis, a qual batizou de "Pioneiros da Web". Nesta seção encontram-se, em seus primórdios, alguns dos sites que colaboraram para tornar a Web o que é hoje.

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 é jornalista e responsável pelo site sobre segurança e privacidade InfoGuerra.

Revista Consultor Jurídico, 17 de janeiro de 2002, 13h53

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