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Ação conjunta

Que se recorda que Ricardo, filho de Barcelos, recebeu um tiro na barriga, abaixo da costela, perto do estômago, no lado esquerdo, e que viu a cicatriz e que este tiro teria ocorrido quando Ricardo brigou com o próprio irmão; Que esse fato ocorreu há cerca de dois anos atrás; Que Barcelos é quem fazia os pagamentos, levando as somas em envelopes e que as somas eram, muitas vezes, menores do que os valores corretos, que constam no contracheque e que essas somas menores representavam, por exemplo, sessenta ou oitenta reais a menos e que os vigias das obras comentavam que Marlene Marina, chefe do setor de pessoal, é que colocava quantia menores aproveitando o medo das pessoas de ser mandados embora e que alguns vigias diziam que Marlene ficavam com essas somas; Que já viu o sr. Arnaldo, que já foi policial, e que já trabalhou em garimpo, tendo o mesmo ido, algumas vezes, a loja da 514 Sul, para falar com o Sr. Lino, o gerente e com outras pessoas; Que já ouvir falar na loja que um tal de Yuratan teria colocado querosene e queimado o corpo de dois garimpeiros; Que, há cerca de um mês atrás, a polícia federal foi até a 514 sul com oficiais de justiça procurar documentos, mas nada encontrou pois Shirley Teles tinha levado os documentos da sala da d. Tereza e alguns outros numa Kombi branca, uma duas ou três horas antes; Que se recorda que Shirley Teles é o genro de um prefeito lá de Tocantins onde Luiz Estevão tem fazenda; Que se recorda também que no começo do ano passado, muitos documentos foram levados numa Kombi branca do Sr. Lino para um galpão, perto da Água Mineral; Que nesse dia muitas empregados auxiliaram a levar os documentos usando também outros carros; Que se recorda da d. Tereza, da d. Fátima ter levado tais documentos, e também se recorda de dois rapazes novos, que trabalham no Grupo OK, no prédio da OAB, terem também auxiliado a levarem os documentos para o galpão; Que se recorda também que o contador Pedro também ajudou a levar os documentos, junto com os borracheiros, o filho do Barcelos, o Santos e outros;Que Santos é um policial militar, que trabalha, dia sim dia não, na casa do Sr. Lino, na segurança do mesmo;

Que se recorda que a d. Tereza parou de trabalhar na 514 Sul, há cerca de um mês e alguma coisa, antes do depoente ter parado de trabalhar;

Que o mesmo parou de trabalhar no dia 10 de outubro desse ano;

Que ouviu falar que Valéria, uma ex-empregada que trabalhava na casa de d. Tereza, teria recebido a promessa de ganhar dez mil reais se depusesse contra d. Tereza; Que quem lhe disse isso foi a d. Maria José, sua sogra, que também trabalha na 514 Sul; Que, trabalhou certo tempo como vigia na obra do Grupo OK, numa creche que está sendo construída na Asa Norte, mais ou menos na 504 Norte, e que os empregados da obra receberiam droga e que Barcelos lhe dizia para ficar calado, não dizer nada; Que havia comércio de droga e que alguns chegavam a comentar que Barcelos poderia estar envolvido, fato que não sabe dizer com certeza; Que o próprio Barcelos lhe disse que Luiz Estevão mandou Barcelos e alguns homens de confiança do mesmo, irem no Rio de Janeiro, na região norte, e retirarem uns ocupantes, invasores, de um prédio de Luiz Estevão; Que Barcelos lhe disse que teve que dar alguns tiros para assustar as pessoas e fazer as pessoas saírem e que a polícia chegou e levou Barcelos, detido, para uma delegacia; Que já ouviu falar que Luiz Estevão tem uma fazenda ou algo parecido, na Fercal, perto de Sobradinho; Que ouviu falar que Shirley, a mando de Luiz Estevão, pegava umas pessoas e ia cercar terras lá para o lado da Fercal e que essas terras não seriam de Luiz Estevão mas estava sendo cercada pelo mesmo; Que certa vez chegou a trabalhar um mês na casa de Luiz Estevão, no Lago Sul; Que praticamente todos que trabalham na segurança de Luiz Estevão são policias militares, que ficam trocando, trabalhando um dia e folgando dois; Que depois de ver que cerca de 3.200 reais foram retirados de sua conta tentou ligar para Marlene e a mesma não quis falar com o mesmo. Nada mais disse e nem lhe foi perguntado, razão pela qual foi encerrado o presente termo. SR. FRANCISCO DE ASSIZ GOMES SILVA

Depoente - Dr. LUIZ FRANCISCO FERNANDES DE SOUZA.

Procurador da República - Lúcia Maria de Jesus

Testemunha

TERMO DE DEPOIMENTO, que presta a Sr. NELSON DE FREITAS GUIMARÃES brasileiro, casado, porteiro (...). Aos dezenove dias do mês de outubro do ano de 2001, nesta cidade de Brasília-DF, no edifício sede da Procuradoria Regional da República no Distrito Federal, onde se achava presente os Procuradores da República Alexandre Camanho de Assis e Luiz Francisco Fernandes de Souza, comigo Lúcia Maria de Jesus, Mat. 4615-9, escrivão “ad hoc”, testemunha compromissada e advertida das penas do Artigo 342 do Código Penal Brasileiro. O depoente foi advertido que a omissão da verdade ou a mentira configuram crimes e que deve falar a verdade. Às perguntas que lhe foram formuladas, respondeu:

Revista Consultor Jurídico, 8 de fevereiro de 2002, 22h08

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